RU's Ufpi não atendem mais à demanda universitária

Estudantes reclamam de longas filas e pedem novo restaurante

18/09/2013 10:25h - Atualizado em 18/09/2013 13:38h

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Com três unidades operando dentro do campus Ministro Petrônio Portela, os Restaurantes Universitários da Universidade Federal do Piauí são alvos de reclamações constantes por parte dos estudantes. O tamanho das filas é a principal queixa, sobretudo no início de período, quando a comunidade universitária tende a aumentar com a chegada de novos alunos. A quantidade de gente que sai não é proporcional à quantidade que entra. 

Diariamente são servidas em média 1300 refeições no horário do almoço nas unidades Central, no Centro de Ciências da Saúde, e na unidade II, no Espaço Rosa dos Ventos. No jantar, esse número cai, chegando a 550 e 900 refeições nas duas unidades, respectivamente. A unidade III do Colégio Agrícola geralmente é mais frequentada por estudantes dos cursos de Ciências Agrárias. 


A estudante Dhayrine Borges diz que o intervalo destinado ao almoço para quem passa o dia na universidade (entre meio dia e 14 horas) acaba ficando curto por conta das filas na entrada do restaurante. "Eu frequento o RU-II e as filas são realmente muito extensas", diz. A estudante acrescenta ainda que a situação melhoraria muito se outro restaurante fosse construído para dividir a demanda com os já existentes. "O RU-III funciona mais para quem faz Ciências Agrárias, enquanto o RU-II atende alunos do CT, CCHL e CCE". 

Carros quebrados e falta de motorista dificultam transporte da comida

Em alguns casos, as filas chegam a parar porque a comida servida nas unidades acaba. Segundo Jaudimar Vieira, responsável pelos Restaurantes Universitários em Teresina, isso acontece porque a demanda é realmente muito grande. “Nós trabalhamos com previsões abertas, ou seja, não tem como dizer quantas pessoas vão comer naquele dia e horário. A procura vai de acordo com o cardápio oferecido. Quando isso acontece, o que deve ser feito é a unidade contatar a central o mais rápido possível para que possa ser feito o reabastecimento", informa.

De acordo com ela, os serviços que o RU presta são vulneráveis e estão sujeitos a imprevisto. "As vezes temos um carro quebrado, falta de um motorista que possa fazer  transporte da comida da central para as outras unidades".

Jaudimar diz ainda que as filas demoram, e às vezes param, por conta da falta de senso de algumas pessoas que agem desonestamente e entram na frente de outras. "Nós recebemos reclamações diariamente sobre as filas, principalmente, mas é uma coisa que nós não podemos dar jeito. Se existem aqueles que agem de má fé e furam, não é nossa responsabilidade. Aí depende de cada pessoa ter noção de que está prejudicando outras”, declara.

Em relação à estrutura dos Ru's, Jaudimar informa que não se pode falar em ampliação dos restaurantes porque eles estão localizados em espaços onde não há para onde crescer. "Todas as unidades são cercadas. A Unidade II fica ao lado da biblioteca e do espaço de eventos da universidade. A Unidade I fica bem na saída do CCS no meio de uma curva de balão, praticamente São espaços limitados que não permitem uma ampliação".

Ela fala que o que a universidade procura fazer são reformas na manutenção da estrutura interna dos restaurantes de modo a garantir um espaço confortável para que os estudantes façam suas refeições. Segundo ela, já existem propostas de construção de um novo restaurante sendo estudadas na reitoria. Ele ficaria localizado entre o Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL) e o Centro de Tecnologias (CT) onde há a maior demanda da universidade. 

"Isso pode diminuir os problemas, mas não saná-los. Existe uma parcela reprimida de usuários do RU, aqueles que não frequentam por conta das filas e que vão passar a frequentar quando tiver um novo com novas instalações. A demanda tende a crescer do mesmo jeito", informa. 


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Por: Maria Clara Estrêla

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