Reunião termina sem acordo e enfermeiros do Piauí continuam em greve

Desde a última terça-feira (02) somente 30% dos serviços de urgência e emergência estão funcionando em todo o estado.

04/04/2019 17:39h

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A reunião realizada na tarde desta quarta-feira (3) entre representantes da enfermagem no estado e os secretários de saúde, Florentino Neto, e de administração, Ricardo Pontes, terminou sem acordo. De acordo com informações do Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Estado do Piauí - Senatepi, os secretários pediram mais prazo para atender às exigências da categoria, o que não foi aceito pelos profissionais.

“A greve por tempo indeterminado continua e estamos mais unidos do que nunca na luta por nossos direitos”, informou a presidente do sindicato, Cleane Guimarães.

“Infelizmente, os secretários não levaram para a mesa de negociação uma proposta. A enfermagem no serviço público estadual é a categoria menos valorizada, uma categoria tão importante para a saúde pública”, disse a deputada estadual Teresa Britto (PV), que também participou da reunião.

Um novo encontro foi agendado para sexta-feira (5) na tentativa de por fim à greve que começou a zero hora da terça-feira (2). 

Um dos pontos que mais gera insatisfação da categoria é o não cumprimento do acordo judicial de 2016 por parte do governo do estado. O acordo foi feito para encerrar outra greve dos enfermeiros naquele ano. “Vamos procurar amanhã mesmo o Poder Judiciário para fazer o governador Wellington Dias cumprir o acordo de 2016”, destacou a deputada.

Nesta quarta, segundo dia de greve, os profissionais de enfermagem do estado se reuniram em frente ao Hospital Getúlio Vargas (HGV) e chegaram a parar o trânsito na Avenida Frei Serafim no final da manhã para protestar e chamar a atenção da população quanto ao desrespeito dos direitos da categoria.


Foto: Divulgação/Senatepi

Entenda

Os hospitais do estado tiveram boa parte dos atendimentos paralisados nos dois primeiros dias de greve de enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem. O movimento teve início a zero hora de terça-feira (2) e a partir das 6 representantes da categoria se reuniram em uma manifestação em frente à Maternidade Dona Evangelina Rosa. 

Desde então foram suspensas as cirurgias eletivas do Hospital Infantil de Teresina e os exames e consultas eletivas do Hospital Getúlio Vargas. Na Maternidade Dona Evangelina Rosa foram suspensos pré-natais e o atendimento no Centro de Parto. 

No Hospital Regional de Picos; no Hospital de Parnaíba e no Hospital de Monte Alegre do Piauí os atendimentos foram reduzidos. Nas cidades de Floriano, Oeiras e São Raimundo Nonato os trabalhadores também aderiram a greve e os serviços estão parados.

De acordo com o Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Estado do Piauí - Senatepi, 70% dos serviços onde representantes da classe aderiram à greve estão comprometidos. 

A categoria decidiu cruzar os braços nos hospitais estatuais depois que as reivindicações dos profissionais não foram atendidas pelo governo do estado. Entre os pedidos da classe estão o enquadramento dos profissionais, pagamento de gratificações, promoções e progressões, e o cumprimento do acordo judicial que deu fim à greve de 2016, entre outras pautas. 

Um levantamento feito pelo próprio governo do estado, por meio do Seadprev, indica que as perdas salariais chegam a 37% nos últimos seis anos. 

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Fonte: Da Redação

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