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Relatório aponta 200 áreas de risco em torno do Aeroporto de Teresina

A situação do Aeroporto de Teresina foi debatida durante audiência pública na Câmara de Vereadores, nesta segunda-feira (2).

02/09/2019 11:38h - Atualizado em 02/09/2019 11:50h

A polêmica envolvendo o Aeroporto de Teresina parece não ter chegado a um ponto definitivo. Na manhã desta segunda-feira (2), a reforma do Aeroporto Senador Petrônio Portella, localizado no bairro Aeroporto, ou a instalação de um novo terminal em outra área da Capital, foram debatidos em audiência pública realizada na Câmara dos Vereadores. Participaram da audiência, lideranças comunitárias, autoridades da Administração Pública e parlamentares teresinenses.

Segundo estudo desenvolvido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil, a região do atual terminal possui em torno de 200 áreas de risco, que segundo recomendação, precisam ser retirados, como residências, o Ginásio Verdão e a Paróquia da Vila Operária. Para o secretário de Transportes, Gustavo Aquino, a situação do terminal reforça a necessidade de implantação de um novo aeroporto, em local ainda não definido.

Aeroporto de Teresina é alvo de discussões desde 2011. (Foto: Arquivo O Dia)

Há três anos, a Secretaria de Transportes elaborou um estudo preliminar para verificar a viabilidade do terminal, com alternativas de terreno para construção de um novo aeroporto em outra zona de Teresina. “É importante que o Governo do Estado, junto com a Prefeitura, formatasse uma proposta concreta e consistente para podermos apresentar ao Governo Federal. Esse aeroporto é federalizado, sob administração da Infraero, então os investimentos precisam vir do Governo Federal”, afirma o secretário de Transportes.

Segundo ele, os técnicos da Secretaria Nacional de Aviação Civil, da Infraero e do Governo do Estado e da Prefeitura de Teresina, são unanimes em dizer que o aeroporto, no local em que está, inviabiliza o crescimento da cidade. "Dentre vários outros tipos de problema, principalmente em relação aos riscos que causa”, declara.

O secretário confirmou a informação de que o Aeroporto de Teresina está na lista do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), com previsão de ser leiloado para a iniciativa privada no segundo semestre de 2020. O Governo do Estado foi comunicado da decisão após reunião com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, há cerca de um mês.

Já de acordo com a secretária municipal de Planejamento, Jhamile Almeida, é importante que a Infraero repense, dentro da proposta de privatização, um estudo técnico para determinar o melhor local para um novo aeroporto. “Nós sabemos que o aeroporto precisa ser repensado, ser colocado num local mais adequado, para a questão do crescimento urbano da cidade. É muito cômodo ele estar no lugar onde já tem algumas conectividades diárias, porém a gente tem essa necessidade em relação à altura de edifícios, edificações, entre outros fatores”, destaca.

Contraponto

A Infraero, órgão responsável pela administração do Aeroporto de Teresina, garante que o Aeroporto de Teresina apresenta todas as condições de segurança e operacionalidade para funcionamento no local atual. De acordo com o superintendente do aeroporto de Teresina, Fernando Nicássio, o terminal recebe uma média de 14 voos diários, com cerca de 1,1 milhão de passageiros por ano, com capacidade para atender o dobro.

“Nós temos feito um trabalho com as prefeituras de Teresina e de Timon, no sentido de eliminar vários obstáculos para garantir a segurança. Esse trabalho é contínuo e tenha certeza de que se o aeroporto tivesse uma segurança que não permitisse a operação, os órgãos que fazem essa fiscalização, como a Anac, já teriam tomado uma medida para interdição. O que a gente precisa é viabilizar continuamente essas condições de segurança para dar longevidade ao aeroporto”, argumenta.

Por: Nathalia Amaral e Breno Cavalcante.

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