Quadrilha de traficantes presos tinha assessoria jurídica

Regim pagava advogados para tirar "funcionários" da cadeia.

22/05/2014 12:59h - Atualizado em 22/05/2014 13:45h

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A quadrilha de sete traficantes, presos ontem (22) em Timon pela Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes de Teresina, funcionava como uma empresa, com toda assessoria jurídica que os seus "funcionários" precisavam. 

Fotos: Marcela Pachêco/ODIA

Segundo a Delegada de Entorpecentes, Marcela Sampaio, os bandidos o chefe da quadrilha, Reginaldo José de Oliveira Sousa, o Regim, mantinha e pagava advogados para libertar de imediato os donos de boca de fumo que trabalhavam para ele. "Se o boqueiro era preso, o advogado era acionado de imediato para prestar assistência jurídica”, disse a delegada.

Regim é considerado um dos maiores traficantes da zona Norte da Capital. Ele é irmão do Nego Velho - também chefe do tráfico na região - e rival do Velho Zeza, outro grande traficante da zona Norte.


Segundo a polícia, Regim é detentor de muitos bens. "Ainda vamos fazer o levantamento de quanto soma o valor total dos domínios. Certamente eles estão todos em nome de laranjas", disse Marcela Sampaio.

A droga apreendida ontem soma 96 kg de maconha, vinda do Paraguai e com o selo de identificação do fabricante. O delegado da Entorpecentes, Willame Moraes, conta como foi a ação. "Prendemos o Regim quando ele transitava pela cidade de Timon-MA. De imediato encontramos 5kg de crack. Em seguida fomos até o sítio dele, na zona rural de Timon. Já sabíamos que lá era onde ficava armazenada a maior quantidade da droga", disse o delegado.

Além de Regim, foram presos Alequixandra Lima da Silva, Roniel Machado, Francisco Terto da Silva, José Dionísio da Silva, Maria do Amparo Conceição Carvalho e Marcone Alves da Silva. Eles foram autuados pelos crimes de tráfico, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, já que a ponto 40 encontrada com eles pertencia ao Ibama. Além desta, portavam um revólver calibre 38, rifles e espingarda.

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Por: Nayara Felizardo (do local) e Sanny Ravanne (Redação)

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