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Proliferação de mosquitos representa risco à saúde

Vetores de doenças como dengue, zika e chikungunya perturbam população neste período do ano.

13/08/2019 08:06h

Telas, repelentes e aerossol podem ser algumas das alternativas para evitar ser picado por mosquitos e muriçocas. Porém, algumas pessoas possuem alergia a esses produtos e precisam recorrer a outros métodos de proteção. Maria Magalhães, por exemplo, é alérgica a picadas de insetos, mas fica impedida de usar repelentes ou outros produtos por ficar com manchas na pele. 

“Quando eu passo repelente, começo a me coçar, tanto que eu uso um de criança, que é para pele sensível e hipoalérgico, que ainda me dá uma reação, mas é menos forte e não posso aplicar no rosto. E é assim também com o aerossol ou sentinela, então eu uso aquelas pastilhas que se coloca na tomada, mas já me falaram que pode ser prejudicial para crianças e animais”, comenta.

Proliferação de mosquitos representa risco à saúde. (Foto: Elias Fontenele/O Dia)

Apenas fechar portas e janelas não foi suficiente para que a promotora de justiça Lia Raquel Burgos se protegesse das muriçocas e mosquitos. Ela reside no bairro Noivos, na zona Leste da Capital, e ao lado da sua casa há um terreno abandonado com bastante mato e servindo de depósito de lixo para outros moradores. Para se proteger dos insetos, ela precisou colocar telas em todas as janelas de sua casa, mas, ainda assim, o incômodo continua. Isso porque, ao lado de sua residência, há um terreno com bastante mato e lixo. 

“Há nove anos que eu luto diariamente para resolverem esse problema. Antigamente, nem muro e calçada tinha e o mato serve como um criadouro de mosquitos. Desde que nos mudamos para cá, nossas portas ficam fechadas e as janelas só ficam abertas por conta das telas que tivemos que instalar”, conta. 

Há três anos, Lia Raquel e toda sua família tiveram zika vírus. Na época, ela e sua irmã estavam grávidas, o que resultou em um grande susto e requereu uma atenção redobrada. Segundo a promotora de justiça, foram realizados exames que comprovam que a família tem o reagente do vírus. 

“A minha irmã perdeu o bebê e meu filho, graças a Deus, não teve microcefalia, mas eu passei a gravidez inteira apreensiva. A gente sempre teve muito receio de dengue e aqui na minha casa tudo é antimosquito, mas de nada adianta se o terreno ao lado não é cuidado e traz risco para minha casa”, frisa.

Para tentar minimizar os riscos, Lia conta que já tentou inúmeros contatos com a proprietária do terreno, no intuito de providenciar a limpeza adequada do local, inclusive já foi feita uma notificação extrajudicial. “Pessoas de outros lugares vêm aqui para jogar lixo. Por três vezes eu já mandei limpar o terreno, tanto com um trator como com capina, porque minha casa estava sendo invadida pelo mato. Além disso, o terreno pode servir para criminosos se esconderem e até me abordagem quando estiver chegando em casa”, pontua Lia Raquel.

Por: Isabela Lopes

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