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Programa Mais Médicos: 9 vagas estão abertas no Piauí

O período de inscrições encerra nesta quarta-feira e podem pleitear as vagas médicos brasileiros formados no exterior.

09/07/2019 16:12h

Estão abertas as inscrições para a 2ª fase do edital do Programa Mais Médicos, cujas vagas são destinadas a brasileiros formados no exterior. O período de inscrição, que iniciou segunda-feira (8), vai até quarta-feira (10).

Para o Piauí, existem nove vagas em aberto, sendo destinadas para os municípios de Alagoinha do Piauí, Avelino Lopes, Cabeceiras do Piauí, Colônia de Gurgueia, Dom Inocêncio, Guaribas, José de Freitas, Monte Alegre do Piauí e Parnaíba.

Na 1ª fase do edital, os médicos selecionados já se apresentaram nos municípios para trabalhar, o prazo final era até o dia 28 de junho. Para os municípios piauienses, ao todo, foram ofertadas 79 vagas. “Destas 79 vagas, 70 foram preenchidas com os médicos CRM Brasil, esses não precisam passar por capacitação, são os médicos formados aqui no Brasil. Foi feita a seleção e os profissionais vão para os municípios para o qual fizeram a escolha”, explica a coordenadora do Programa Mais Médicos no Piauí, Edivani Braga. 

Já para contemplar a segunda etapa, os candidatos vão passar por todo processo de seleção e os escolhidos passarão por treinamento junto ao Ministério da Saúde. Caso não sejam preenchidas, as vagas vão para outro edital, pois não existe cadastro reserva.

Guaribas tem situação mais urgente 

Entre os municípios piauienses, a situação mais preocupante é a do município de Guaribas. De duas vagas para a cidade, somente uma foi preenchida. “Então, essa vaga já passou pelo edital de emergência de reposição dos médicos cubanos, passou pela etapa do CRM Brasil, pela etapa do brasileiro formado no exterior. Esperamos que nesta etapa alguém consiga assumir essa vaga de Guaribas. Pois, um médico brasileiro assumiu em março e está sobrecarregado porque está atendendo a população da cidade inteira”, conta a coordenadora.

Para Edivani, o cadastro reserva resolveria essa situação de vacância, pois muitos profissionais se candidatam, passam pelo processo, são aprovados e acabam não assumindo. “A gente já vem pedindo para o Ministério da Saúde que crie uma espécie de cadastro reserva nesse edital, não é que nessa etapa de brasileiro formado no exterior não tenha médico, mas, dentro do processo de seleção, a vaga não preenchida irá ficar para um novo edital”, expõe.

Outro fator que merece atenção são os médicos que passam pouco tempo participando do programa e não atingem os objetivos dos editais. “A gente tem esperança que finalize essas vagas, mas aguardamos também mudanças no programa de reposição de profissionais porque a gente tem que ter essa consciência que nós sempre vamos ter vagas abertas no programa com os médicos brasileiros. Os médicos entram e a gente já tem certeza que muitos deles vão fazer suas provas de residência em janeiro e fevereiro, então já sabemos que vamos ter outra lacuna no programa, porque muitos deles vão estar saindo”, esclarece a coordenadora.

Segundo Edivani, a dificuldade em manter os profissionais nos municípios é um problema que envolve toda comunidade. “É preciso que exista outra forma de provimento no programa, porque é um prejuízo grande para a população, um transtorno muito grande para os gestores e um custo muito alto para o Ministério, porque, cada vez que existe um edital, cada etapa é um custo alto, você desloca um profissional de um local para outro, paga passagem, os brasileiros formados no exterior passam por uma capacitação no Ministério da Saúde, recebem recurso para montar suas residências e não têm como a cada seis meses existir um custo desses e os profissionais não se fixarem”, pontua a coordenadora.

Edição: Virigiane Passos
Por: Sandy Swamy

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