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Programa de combate à LGBTfobia é realizado em escolas do PI

Pelo menos 40 escolas serão contempladas com projeto que visa extinguir o preconceito contra a comunidade LGBT.

14/10/2019 09:21h - Atualizado em 14/10/2019 10:39h

Um projeto desenvolvido pela Gerência de Enfrentamento a LGBTfobia da Secretaria Estadual da Assistência Social (Sasc), em parceria com a Gerência de Inclusão e Diversidade da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), está pautando o enfrentamento à LGBTfobia emescolas públicas estaduais de tempo integral. Ao todo, cerca de 40 unidades de ensino serão contempladas com o programa.


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Segundo a gerente de Enfrentamento a LGBTfobia da Sasc, Joseane Borges, a iniciativa visa debater com estudantes de Ensino Médio sobre temas relacionados àcomunidade LGBT, para promover a cidadania e os direitos humanos dessa população, a partir da educação. Até o momento, sete escolas já foram contempladas com o projeto. 

A gerente de Enfrentamento a LGBTfobia da Sasc, Joseane Borges. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

"O Estado vem fazendo essas ações no sentido de banir essas atitudes transfóbicas e homofóbicas, e por que não focar no Piauí que é um dos estados que mais possui legislações para garantir a efetivação de direitos para a população LGBT? Nós já temos várias parcerias que estão dando certo no Estado. A Seduc foi quem deu o pontapé inicial, e a Sasc entrou com a parceria", explica.

Segundo a ONG Transgender Europe, o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Os dados revelam que, apesar dos avanços na promoção de direitos dessa população, um caminho longo ainda precisa ser percorrido para as políticas públicas venham a coibir os crimes contra a comunidade LGBT.

A gerente de Enfrentamento a LGBTfobia da Sasc, Joseane Borges. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

"No Brasil, as travestis e transexuais são uma mão de obra bem utilizada, somos a população que mais trabalha, mas ao mesmo tempo o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais, e isso é contraditório. Não que não morram também heterossexuais, mas pessoas travestis e transexuais morrem por serem trans, e pessoas heterossexuais não morrer por ser heterossexuais", destaca a gerente de Enfrentamento a LGBTfobia da Sasc.

O trabalho  desenvolvido nas escolas estaduais, portanto, é uma forma de educar a população  para que, no futuro, o Brasil deixe de ocupar o ranking de crimes de ódio contra pessoas trans e contra a população LGBT de uma forma geral. 

"A educação é o pontapé inicial de tudo, e se a gente não tem educação, a gente não tem qualidade de vida. Então nós começamos com as escolas de tempo integral e vamos ver se dá certo para que a gente possa introduzir em outras faixas etárias", finaliza Joseane Borges.

Por: Nathalia Amaral

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