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Professores da rede estadual deflagram greve em Teresina

Grupo de professores se reuniu para protestar na frente do Palácio de Karnak, no Centro de Teresina. O sindicato pede 17% de aumento.

10/02/2020 13:00h - Atualizado em 10/02/2020 15:38h

Os professores da rede estadual de ensino do Piauí deflagraram, nesta segunda-feira (10), greve por tempo indeterminado em por causa de reajuste salarial. O Governo do Estado deve encaminhar à Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) nesta semana um projeto de lei que fixa em R$ 3.167,17 o piso para 40 horas aulas semanais, valor acima da média nacional, que atualmente é de R$ 2.886,24. O sindicato pede 17% de aumento.

Manifestantes em frente ao Palácio de Karnac em Teresina. Foto: O Dia.

“O Governo do Piauí apresenta essa proposta para a mídia, não para os trabalhadores. E é uma proposta que ele (Wellington Dias) está apenas colocando o percentual do ano passado – 4.17%, que será transformado em vencimento. Ele não diz como fica a situação dos aposentados, que ficaram o ano passado inteiro esperando o reajuste”, disse Paulina Almeida, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Piauí (Sinte).

Paulina Almeida. Foto: TV O Dia 

Paulina afirmou que o cálculo do reajuste proposto pelo Governo é realizado com base no custo aluno do ano de 2019 e, que por isso, não atende as exigências da categoria.

“Esse reajuste é maior porque é de acordo com cálculo que é feito referente ao valor custo aluno do ano anterior. Então tem todo um cálculo, toda uma fundamentação... Essa proposta que o Governo coloca para a mídia, não comtempla os trabalhadores em educação”, declarou.

Os manifestantes se concentraram para um protesto no Centro de Teresina. Os professores reivindicam também a aplicação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF).

“O Governo está tentando surrupiar um dinheiro que pertence a classe trabalhadora. Foi construído um projeto chamado Educar Piauí, já foi apresentado no Palácio de Karnak e, no entanto, se esquece que esse percentual de 1 bilhão e 600 milhões, 60% são dos trabalhadores em educação. E nós não iremos perder esse assunto”, completa Paulina.

Foto: O Dia TV.

Segundo o Governo, além do piso acima do valor nacional, irá manter o auxílio alimentação pagos aos professores, já no contracheque de fevereiro. O valor aplicado será de 4,31%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).  

A lei enviada pelo Governo do Estado, que trata do reajuste dos professores da rede estadual, terá valor após sua aprovação e será condicionada sua execução aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Uma reunião com integrantes do sindicado deve resolver o impasse. A categoria se colocou a disposição para novas negociações.

Por: Jorge Machado e Natanael Sousa

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