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Preconceito ainda é obstáculo para pacientes com hanseníase no Piauí

Foram detectados, no estado, mais de 980 novos casos no ano passado

13/07/2019 09:52h

Dor e tristeza acompanham o isolamento. E a situação fica ainda mais difícil se for por causa de uma doença com estigma de deformidade. Francilene Mesquita, de 42 anos, foi obrigada a parar de trabalhar quando recebeu o diagnóstico de Hanseníase, cinco anos depois de começar a apresentar os sintomas da doença. Sentia dormências, tinha inchaços e levava pequenos choques através do corpo. Depois do tratamento, no entanto, a única sequela foi o travamento em um dos nervos da mão direita. Além das consequências físicas, ficou o trauma psicológico.

“Na verdade, me isolei. Não queria que ninguém soubesse. Nem meus próprios familiares. Também tive uma grande preocupação por ser diarista. Trabalhava em casa de família, fiquei com medo da reação delas, até eu mesmo estava com medo, o que dirá as outras pessoas. Se eu tenho preconceito comigo mesma, o preconceito é o próprio medo. Mas este medo, na verdade, é o medo do outro, a gente fica com medo da reação das pessoas”. 


Dor e tristeza acompanham o isolamento. E a situação fica ainda mais difícil se for por causa de uma doença com estigma de deformidade. Francilene Mesquita, de 42 anos, foi obrigada a parar de trabalhar quando recebeu o diagnóstico de Hanseníase, cinco anos depois de começar a apresentar os sintomas da doença. Sentia dormências, tinha inchaços e levava pequenos choques através do corpo. Depois do tratamento, no entanto, a única sequela foi o travamento em um dos nervos da mão direita. Além das consequências físicas, ficou o trauma psicológico.

“Na verdade, me isolei. Não queria que ninguém soubesse. Nem meus próprios familiares. Também tive uma grande preocupação por ser diarista. Trabalhava em casa de família, fiquei com medo da reação delas, até eu mesmo estava com medo, o que dirá as outras pessoas. Se eu tenho preconceito comigo mesma, o preconceito é o próprio medo. Mas este medo, na verdade, é o medo do outro, a gente fica com medo da reação das pessoas”. 

Fonte: Agência do Rádio

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