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População de idosos cresce quase 15% na última década

Apesar do cenário, teresinenses sentem que ainda falta respeito e um melhor atendimento às necessidades das pessoas acima dos 60 anos.

04/09/2019 07:04h - Atualizado em 04/09/2019 10:20h

A população de idosos no Brasil vem crescendo como aponta uma pesquisa divulgada pelo IBGE. Entre 2005 e 2015, houve um aumento maior que a média mundial em relação às pessoas com mais de 60 anos, passando de 9,8% para 14,3%. Isto significa que dos mais de 200 milhões de brasileiros, mais de 26 milhões estão da terceira idade. O número pode aumentar, pois a previsão é de que, em 2027, essa fatia da população chegue a 37 milhões de pessoas com mais de 60 anos.

Diante dos dados, a equipe do Jornal O DIA foi até o Centro de Teresina saber se o comércio e o município estão se preparando para atender às necessidades dos idosos. 

José Osmar Rios é proprietário de uma loja de calçados femininos, ele conta que nunca se preocupou com esse público, pois as senhoras que procuram seu comércio buscam por presentes para familiares.

“90% do meu público é de jovens, a gente quase não vende para idoso. Mas depois dessa pesquisa, tenho que me preparar e pensar até em mim também, foi muito bom esse alerta, porque agora vou me organizar mais”, disse José Osmar.


Maria Nascimento, por exemplo, enfrenta dificuldades no comércio - Foto: Elias Fontinele/O Dia

Maria Nascimento, de 70 anos, procurava por um sapato em uma loja de variedades no centro da cidade. Ela explica que sempre é bem atendida nos comércios que frequenta e que, até hoje, não sentiu dificuldade para encontrar os acessórios e produtos que gosta. Porém, ao procurar calçados e se locomover na cidade, passa por vários desafios.

“Eu tenho dificuldade de encontrar calçados, pois não encontro a minha numeração, outra coisa que me incomoda é que cidade de Teresina é bem sinalizada, mas o problema são os motoristas, porque enquanto têm 10 que respeita você passar na faixa, têm outros  50 que passam até por cima, sinto que falta respeito no trânsito com os idosos”, diz  Maria Nascimento.

Em contrapartida, Gonçala do Nascimento, de 63 anos, sente que o comércio está preparado para recebê-la e que o maior desafio ao andar pela cidade é a falta de segurança e acessibilidade. “Pra mim, é ruim atravessar a rua, pegar um ônibus. O mais difícil é porque ando com um pouco de medo dos bandidos, o resto é tranquilo, sempre acho o que estou procurando nas lojas”, fala.

Por: Sandy Swamy - Jornal O Dia

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