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Policiais militares de folga e aposentados reforçarão segurança

Eles serão deslocados para as unidades socioeducativas do Estado a fim de solucionar casos frequentes de depredação

06/09/2019 07:20h - Atualizado em 06/09/2019 07:58h

Para solucionar os casos de depredações nas unidades socioeducativas de Teresina, o Governo do Estado autorizou a convocação de efetivo policial extra para trabalhar nos dias de folga. Os agentes vão ser destinados para o Centro Educacional Masculino (CEM), Centro Educacional de Internação Provisória (Ceip), Complexo de Defesa da Cidadania (CDC) e Secretaria da Assistência Social e Cidadania (Sasc).


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Segundo o secretário de Segurança Pública do Piauí, Fábio Abreu, o plano de compra de folgas de policiais militares é a alternativa mais imediata para melhorar o policiamento nas unidades. Mas, em breve, o efetivo da PM deve aumentar com a abertura de concurso público. 

“De imediato, vamos aumentar a compra da folga e fazer o retorno de muitos policiais que se aposentaram e estão em uma fila de espera para retornar [ao trabalho]. Então, estamos inclusive com a lista de 21 desses policiais para retornar especificamente para a Sasc, para o CEM, o Ceip e CDC. Com isso, a gente consegue fazer essa reposição, uma reposição até temporária, porque o PM tem um limite para trabalhar e depois ele vai para a reserva”, explica Fábio Abreu.


Reposição é alternativa temporária e deve ser substituída após concurso público - Foto: Assis Fernandes/O Dia

Operações Planejadas

O coronel Lindomar Castilho Melo, comandante-geral da Polícia Militar do Piauí (PM/PI), explica que as operações planejadas são organizadas por cada batalhão para reforçar o policiamento em regiões que precisam. 

“Os policias tem uma jornada de trabalho de um turno e folgam dois turnos; por exemplo, se trabalham 12 horas e folgam 36 horas, outros trabalham 24 horas e folgam 72 horas. Então, em um desses turnos de folga, ele pode ser empregado nas operações planejadas, em contrapartida ele recebe pelo turno trabalhado, o valor de R$ 100”, esclarece o coronel Lindomar Castilho.

Todavia, há um limite de compras de folgas e os policiais convocados são voluntários. Somente o PM que se sentir apto a realizar o trabalho no dia de folga, é incluído nas operações planejadas. Até o momento, não há previsão de quando essas operações irão iniciar. 

Policiais aposentados também estão na lista para participar das operações. Antes de retornar ao trabalho, são realizados exames com agentes da comissão de saúde da PM e, após os resultados, o profissional é reativado. 

“A maioria está há pouquíssimo tempo que se aposentou. Então eles estavam recentemente tirando serviço e estão voltando à condição de ativo. Há muitos policiais que estão trabalhando, fazem a requisição para a aposentadoria e, na mesma hora que saem, já fazem a movimentação pra retornar”, afirma Fábio Abreu.


Fábio Abreu, secretário estadual de Segurança Pública - Foto: Elias Fontinele/O Dia

Sobrecarga dos policiais

Um questionário realizado com 350 policiais militares no Laboratório de Psicologia do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB) mostra que 37% dos profissionais estão exaustos emocionalmente, 60% decepcionados com a profissão e 40% têm sintomas de despersonalização e se preocupam com o próximo.

Conforme este levantamento, os policiais militares vivem esgotados com o ambiente de trabalho. E a folga é o momento de descanso como em outras profissões. Outro dado alarmante é que no Rio de Janeiro, por exemplo, entre janeiro de 2014 a junho de 2018, três PMs foram diagnosticados, por dia, com transtornos mentais. Já nos primeiros oitos meses de 2018, 2.500 policiais militares foram afastados por este problema.

Em relação ao número de casos de suicídio, no estado de São Paulo, entre 2006 e 2016, ocorriam uma morte a cada 20 dias. Todavia de 2012 a 2017, o número passou para 120 casos de suicídio, sendo um a cada 15 dias.

Por: Sandy Swamy - Jornal O Dia

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