Concurso da PM do Piauí teria nova fraude

Pelo menos cinco pessoas podem estar envolvidas

08/04/2014 17:13h - Atualizado em 08/04/2014 17:34h

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Um material enviado ao portalODIA.com denuncia que o concurso da Polícia Militar do Piauí, feito por 30.506 candidatos no dia 23 de fevereiro deste ano, pode ter sido fraudado novamente. A suspeita é de que um homem ligado ao tráfico de drogas da zona Sudeste de Teresina, tenha repassado o gabarito da prova escrita objetiva para, pelo menos, cinco pessoas.

Na lista dos classificados para a segunda fase do concurso, que é o exame de saúde médico e odontológico, divulgada no dia 28 de março, todos os cinco supostos envolvidos foram aprovados com a mesma quantidade de pontos: 69. Os possíveis fraudadores aparecem classificados para serem lotados nas cidades de Floriano, Paulistana, Uruçuí e Campo Maior.

A fonte do portalODIA.com informa ainda que o homem que teria disponibilizado as repostas das questões de múltipla escolha está nervoso e desconfia ser alvo de investigações. Se confirmada, essa será a segunda tentativa de fraude do certame, que teve que ser anulado em novembro do ano passado.

No dia da aplicação das provas, o Grupo de Repressão ao Crime Organizado- GRECO—deflagrou a Operação Certame e desbaratou uma quadrilha que tentava vender o gabarito do exame por até R$ 10 mil. Entre os envolvidos, estava o tenente da polícia militar, Elivaldo Morais [foto abaixo]. Os concurseiros que seriam beneficiados foram presos em flagrante e, na ação, foi apreendido o celular usado pelo bando para passar as respostas.


Tenente Elivaldo Morais

Mais de 30 mil candidatos fizeram o concurso, que oferta 430 vagas para compor o efetivo da polícia militar do Piauí. 400 vagas são para a função de soldado, e 30 para o cargo de oficial, com remunerações que variam de R$ 2.047,63 a R$ 3.897,04.

portalODIA.com tentou contato com o GRECO e com o NUCEPE (Núcleo de Concurso e Promoções de Eventos), que organizou o concurso. A polícia não confirmou a investigação, mas informou que ela pode iniciar diante de evidências. No NUCEPE, a reportagem não conseguiu falar com o presidente do órgão, Jorge Martins Filho.

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