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Piauiense pede ajuda para apresentar trabalho na Nigéria

A estudante vai apresentar um trabalho sobre comunidades quilombolas tradicionais.

16/01/2020 08:54h

Fazer pesquisa no país não é uma tarefa fácil, e para quem vem de uma família humilde, do interior do Piauí e escolhe como profissão a advocacia, o caminho pode ser ainda mais complicado. Maria da Conceição Teixeira de Lima, conhecida como Mona Lima, se formou na Universidade Estadual do Piauí (Uespi), em Teresina, e agora foi aprovada para apresentar um trabalho científico na Nigéria, África Ocidental, e precisa de ajuda financeira para custear a viagem. 


Piauiense pede ajuda para apresentar trabalho na Nigéria. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Minha mãe me ajudou vendendo sorvete nos festejos de toda a região de Barras, José de Freitas, Campo Maior e Esperantina. Minha mãe é minha grande heroína. Eu sou a primeira da minha família a entrar na universidade e a estar dando continuidade à vida acadêmica. Quando entrei na universidade, eu era a única mulher negra daquele espaço”, conta Mona Lima. 

A piauiense se autodenomina afropindorâmica, o que significa que tem descendência afro e indígena. O termo foi criado por Antônio Bispo dos Santos, o Nego Bispo, quilombola do Sul do Piauí. Na universidade, Mona buscou se envolver com o movimento negro, reinvindicações para melhorias dos campus, foi bolsista e se encontrou na pesquisa acadêmica. 

Ao concluir o curso, Mona se mudou para o Rio de Janeiro, onde teve contato com a favela e ingressou no mestrado em 2018. “Em 2018, entrei no mestrado de Cultura e Territorialidade da Universidade de Federal do Fluminense. E o trabalho que vou apresentar na África é sobre quilombo, oralidade e produção de significados, que nas comunidades tradicionais são espaços de produção de conhecimentos e significados”, explica. 

Na Conferência Internacional Brasil na África/África no Brasil, que tem como tema “África/ Brasil: Compartilhando entendimentos da diáspora negra no Mundo Novo”, a estudante busca dar visibilidade ao conhecimento produzido por comunidades tradicionais. Ela irá apresentar também o documentário “Esperança 1770”, de Carmem Kemoly, que conta a história da primeira advogada negra do Piauí. 

“A história da Esperança sempre me tocou com profundidade, e a Carmem é minha amiga há quase 10 anos, então acompanhei o processo de produção. Para mim, exibir o filme no evento é como se levasse a narrativa de volta, como se estivesse levando a Esperança Garcia de volta para o continente africano”, pontua Mona Lima. 

Como ajudar 

A piauiense precisa de R$ 8 mil para ir à África e custear a solicitação de visto, passagem, seguro de viagem, taxa de inscrição e hospedagem no hotel, fora alimentação. Para quem quer ajudar a estudante levar um pedaço do Brasil para a Nigéria, pode depositar qualquer quantia na conta do Banco do Brasil ou na vaquinha online: MARIA C T LIMA, Agência: 2844-4, Conta: 23.624-1, até o dia 31 de janeiro. O comprovante do depósito deve ser enviado para o número (21) 9 8868-4877.

Edição: Adriana Magalhães
Por: Sandy Swamy

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