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Piauí tem saldo positivo em abertura de empresas, aponta Jucepi

Até o dia 31 de dezembro, foram abertas 5.940 empresas, quase 7% a mais em relação ao ano de 2018.

27/01/2020 08:41h - Atualizado em 27/01/2020 11:05h

Apesar dos desafios econômicos que atingem o Brasil, o Piauí fechou o ano de 2019 com uma alta na quantidade de novas empresas. Dados da Junta Comercial do Piauí (Jucepi), até o dia 31 de dezembro, foram abertas 5.940 empresas, quase 7% a mais em relação ao ano de 2018. Já a quantidade de empresas fechadas, a Jucepi contabilizou 2.519 empreendimentos. 

Alzenir Costa, presidente da Jucepi. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

O levantamento não contabiliza os Microempreendedores Individuais (MEIs) do Portal do Empreendedor. Para Alzenir Costa, presidente da Jucepi, os dados são positivos e mostram que os empresários estão apostando e confiando na economia do Estado. Já sobre os empreendimentos fechados, a presidente da Junta destaca que a mudança de mercado tem favorecido para que as empresas, na verdade, mudem de local ou o modo de apresentação.

 “As pessoas falam que passaram em determinado local e viram várias lojas fechadas, mas nem tudo que está fechado significa que acabou. Às vezes, a empresa mudou de local, migrou para outra região, shopping, bairro ou até para a internet. Nós sabemos que há mudanças em tudo, inclusive na questão do registro mercantil. No passado, tínhamos que estar em um local bem visível para que pudéssemos competir no mercado. Hoje, com o advento das redes sociais, você pode ter um empreendimento em qualquer lugar, oferecendo um serviço ou produto que as pessoas vão comprar através dos smartphones”, exemplifica. 

Alzenir pontua que é difícil fazer uma estimativa dos segmentos que mais abriram. A área de serviço e varejo são os carros-chefes no Piauí, que não tem muita tradição em indústrias. O setor de serviços é muito amplo e com a habilidade que se tem é possível iniciar um pequeno negócio e depois esse se tornar um grande negócio. Outro ponto favorável ao fechamento de empresas é com relação ao corte de gastos, no que diz respeito à locação do estabelecimento

Alzenir Costa comenta que muitos empresários estão repensando sobre esse custo e optando por buscar locais mais em conta, como em sua própria residência. “Hoje as pessoas buscam um aluguel que se encaixe dentro dos custos e possam suprir sem ser algo oneroso. Antigamente, ou se pagava propagandas ou estava fadado a ser uma empresa não vista. Mas vemos que hoje isso não acontece. As redes sociais estão aí para ajudar”, disse. 

A presidente da Junta Comercial do Piauí também enfatiza que a quantidade de empresas fechadas pode ter aumentado devido à facilidade de fechar um negócio. Se antes era quase impossível, hoje existe a possibilidade de apenas substituir o CNPJ pelo CPF do proprietário, parando o empreendimento de ter obrigações. “Ou seja, o empresário só vai pagar o que tem dali para trás. Com a isenção de taxas que está sendo dada para fechamento de empresa, acredito que também deva ter um aumento”, frisa. 

Para 2020, as expectativas são as melhores e de abertura de mais empresas. “Esperamos que multiplique bastante as aberturas de empresas, que acabem com os fechamentos e que tenhamos dias melhores de recuperação da nossa economia. Empreender é uma coisa boa, mas o Estado precisa estar do lado do empresário, pois é ele quem vai gerar empregos e movimentar a economia”, enfatiza Alzenir Costa, presidente da Jucepi.

Por: Isabela Lopes

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