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PI tem a maior taxa de subutilização da força de trabalho no Brasil

O estado é ainda o segundo do país em número de trabalhadores informais no setor privado e possui uma das menores taxas de carteira assinada do país.

16/05/2019 12:22h

O Piauí é o estado que apresentou a maior taxa de subutilização da força de trabalho do Brasil no 1º trimestre de 2019, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua) do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (16). Os dados revelam que 41,6% da população do estado é composta por pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada. Para se ter uma ideia da taxa piauiense, ela é quase duas vezes maior que a taxa nacional, que é de 25% ou 28,3 milhões de pessoas, um número recorde na série histórica.

Com esse percentual de 41,6% de pessoas desocupadas no Estado, o Piauí se coloca á frente de outras unidades federativas como o Maranhão, com taxa de 41,1%; e Bahia, com taxa de 40,4%. 

Outro dado preocupante e que chama atenção para o desempenho do mercado de trabalho no Piauí, segundo a pesquisa do IBGE, é a de empregados do setor privado que não possuíam carteira de trabalho assinada no 1º trimestre de 2019. Eles representam 47,8% da população do Estado, sendo a segunda maior proporção do país. 


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Isso significa dizer que a taxa informalidade no Piauí é a segunda maior do país, sendo superada somente pelo Estado do Maranhão, que possui 49,5% dos trabalhadores do setor privado sem carteira assinada. Para efeito de comparação, o Piauí está à frente de estados como Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul na quantidade de trabalhadores do setor privado que estão na informalidade. Em todo o Brasil, são mais de 11 milhões de pessoas nesta mesma situação.

Proporcionalmente ao aumento da informalidade, o Piauí registrou um decréscimo da formalidade no mercado de trabalho. O IBGE mostra que o estado contabiliza um dos menores percentuais de trabalhadores com carteira assinada no Brasil (52,2%), ficando a frente somente do Estado do Pará, que tem uma taxa de formalidade de apenas 53%. 

Chama a atenção o fato de o Piauí refletir um cenário regional. O Nordeste, como um todo, obteve os menores percentuais de empregados com carteira assinada no setor privado do país (59%). Os estados com os maiores índices de trabalhadores do Brasil ainda estão nas regiões Sul (Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e Sudeste (Rio de Janeiro).


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Trabalhadores por conta própria

Segundo o IBGE, espera-se que com o aumento da informalidade, aumente o número de trabalhadores atuando por conta própria. Esta foi uma realidade observada no Piauí, no primeiro trimestre deste ano. O estado possui segundo maior percentual de informalidade do país e a quantidade de pessoas trabalhando por conta própria é a sexta maior do Brasil. São 31,6% dos trabalhadores piauienses não possuem vínculo empregatício com terceiros, mas trabalham para si mesmos. O Estado fica atrás apenas do Acre, Maranhão, Amapá, Pará e Amazonas.

Novamente a região Nordeste figura como um dos percentuais mais altos de pessoas trabalhando por conta própria em relação às demais regiões (29,3%).

O Piauí sente falta de investimento do Estado, diz superintendente

Para o superintende regional do trabalho no Piauí, Philippe Salhia, o Piauí está sentindo a falta do investimento do estado e isso automaticamente implica na economia local e na geração de emprego e renda. “Pelo fato de o Piauí não ser um estado altamente industrializado, ainda há um fator de muito peso para gerar renda que é o fator estado e se ele se retrai nos investimentos, isso se reflete na retração do mercado, de certa forma. Mas não se trata só disso. As incertezas da economia também causam esse fenômeno”, explica.

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Pihilippe Salha, superintendente regional do trabalho no Piauí - Foto: Arquivo O Dia

O superintendente menciona ainda as atuais medidas do governo de cortes e bloqueios de investimentos. “Tiram investimentos públicos de onde eles deveriam existir e isso quem sente é o trabalhador. Como ele sente? Na redução de vagas, nos aumentos de demissões, o aumento da informalidade”, finaliza.

Apesar de preocupante, o superintendente regional do trabalho vê com perspectiva de melhoras o futuro próximo. Para ele, no segundo semestre, essa realidade deve começar a dar sinais de mudança e para o próximo ano, a previsão é de que o mercado de trabalho brasileiro e, com ele, o piauiense, comece a dar sinais de recuperação.

O Portal O Dia tentou contato com a Coordenadoria de Comunicação do Governo do Estado, mas ainda não obteve retorno. O espaço fica aberto para futuras manifestações por parte do ente estadual.

Por: Maria Clara Estrêla

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