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PI perde mais 805 postos de trabalho em março, aponta Caged

Segundo o levantamento, 7.311 trabalhadores foram demitidos e 6.506 foram admitidos no período, gerando um saldo negativo de 805 vagas.

24/04/2019 17:29h

O Piauí fechou o terceiro mês consecutivo do ano com perda de postos de emprego formais. É o que diz o levantamento divulgado nesta quarta-feira (24) no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) pela Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Os dados mostram que 7.311 trabalhadores foram demitidos e 6.506 foram admitidos no período, gerando um saldo negativo de 805 vagas. Apesar do baixo desempenho, o Piauí foi o estado do Nordeste com menos vagas fechadas no período.

Segundo o Caged, o setor de serviços foi o mais afetado no período, com perda de 709 vagas de trabalho. Durante o mês, 3.320 pessoas foram demitidas e 2.611 foram admitidas. O valor corresponde a quase metade dos postos fechados nesse setor durante o trimestre, já que o balanço do ano de 2019 é de 1.572 vagas fechadas, com 9.029 admissões e 10.601 desligamentos.

Apenas os setores de construção civil e agropecuária registraram um saldo positivo durante o mês de março, com 164 novas vagas na construção civil e 81 vagas na agropecuária. No período, foram 1.046 e 384 trabalhadores contratados, respectivamente. Todos os outros setores, incluindo extração mineral, indústria de transformação, comércio e administração pública, apresentaram baixa no número de postos de trabalho no último mês.

Os números de março repetem um desempenho que já vinha sendo registrado no cenário piauiense no primeiro bimestre de 2019, quando 2.302 vagas de trabalho foram fechadas, sendo 1.905 postos fechados em janeiro e 400 no mês de fevereiro (com ajustes), registrando uma redução de 0,79% entre o número de admissões e desligamentos.

Os dados registrados pelo Caged apontam que, apesar da perda de vagas durante o mês de março de 2019, o estado se manteve em um patamar positivo no acumulado dos últimos 12 meses, com 89.604 demissões e 91.124 admissões, ou seja, um saldo positivo de 1.520 novas vagas, registrando um aumento de 0,53% entre o número de admissões e desligamentos.

Brasil

Assim como o Piauí, o mercado formal no Brasil apresentou saldo negativo em março. Foram fechadas 43.196 vagas de emprego, consequência de 1.261.177 admissões e 1.304.373 desligamentos. Para o Ministério da Economia, o resultado não altera a tendência de retomada gradual da economia, já que no acumulado do ano (janeiro a março) houve saldo positivo de 179.543 vagas. 

Segundo o Ministério da Economia, o resultado negativo deste mês tem relação direta ao observado em fevereiro, quando houve saldo positivo de 173.139 vagas, valor considerado “acima das expectativas”. “Os setores que normalmente admitiam nesta época do ano anteciparam as contratações para fevereiro, e aqueles que demitiam concentraram as demissões em março. O fato provocou tendências opostas entre os meses”, disse em nota.

No mês, houve perda acentuada de vagas no Comércio (-28.803), seguido da Agropecuária (-9.545), Construção Civil (-7.781), Indústria de Transformação (-3.080) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (-662). Três setores tiveram resultado positivo em março: Serviços, Administração Pública e Extrativa Mineral. Nos serviços, foram criados 4.572 empregos, impulsionados pelo subsetor de Ensino, que abriu 11,7 mil vagas, e pelo de Transporte e Comunicações, que gerou 7,1 mil novos postos. A Administração Pública teve o segundo melhor resultado para o mês, com a geração de 1.575 vagas, acompanhada pela Extrativista Mineral, que abriu 528 vagas.

Por: Nathalia Amaral

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