Pesquisadores relatam eficácia de medicação na fase grave do tratamento da Covid-19

Uma empresa norte-americana Applied Biology e médicos amazonense Semel, afirma ter descoberto a eficácia da proxalutamida para a cura de pacientes com Covid-19.

23/03/2021 11:32h - Atualizado em 23/03/2021 11:47h

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Um experimento, realizado pela empresa norte-americana Applied Biology em parceria com a rede de serviços médicos amazonense Semel, afirma ter descoberto a eficácia da proxalutamida para a cura de pacientes em quadro grave do novo coronavírus (Covid-19). O anúncio da descoberta foi feito em uma live, no último dia 11 de março.

No evento, os pesquisadores divulgaram informações de um estudo que contou com 600 participantes, divididos em dois grupos: um tratado com a medicação e outro com placebo. Segundo os profissionais, a substância foi responsável por uma queda de até 92% das mortes causadas pelo vírus, além da redução do tempo de internação pela doença.

O remédio, um bloqueador de hormônios masculinos que ainda não possui liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi criado inicialmente para o tratamento do câncer de próstata.

(Foto: Ilustrativa/ Agência Brasil)

Os dados do estudo, no entanto, ainda não foram publicados nem apreciados por em nenhuma revista científica até o momento, mas os pesquisadores à frente da pesquisa planejam submeter o artigo com os resultados ao New England Journal of Medicine, um dos periódicos mais relevantes da área da saúde.

Com base nessas informações o médico gaúcho Luiz Cristiano Maciel Cardoso  passou a procurar uma alternativa, usando medicação similar, do grupo de bloqueadores de segunda geração. Ele explica que uma pesquisa o levou a adotar uma medicação alternativa, existente no mercado nacional, que estaria dando resultados.  

O profissional disse estar usando flutamida para o tratamento de pacientes que contraíram o coronavírus e que estão em estado grave e, segundo ele, tendo êxito.   “Esta medicação não tem patente, ela é manipulada, e custa R$ 1,70 o comprimido. Com 40 reais em manipulação e 150 reais em farmácia comum, as pessoas têm condições de receber o tratamento para esta doença gravíssima. Acabou…”, afirma o médico no vídeo, que já teve mais de 3,4 mil compartilhamentos na rede social.

No vídeo, Cardoso, divulga suas experiencias com a flutamida e afirma que com a medicação que aplicou, “… A Covid-19 como nós conhecemos acabou”. Ele diz que o medicamento utilizado só pode ser usado com receituário e com acompanhamento médico. Este tratamento não pode ser feito por conta própria…”.  

Segundo o médico seus pacientes que estavam em situação crítica teriam revertido o estado após ministrar flutamida, ”…A medicação que começamos a usar é impressionante: meus pacientes que estavam indo para o tubo, todos sem excessao estão se recuperando”.

 “O resultado e impressionante, a impressão que dá e que os receptores de andrógeno participam de uma maneira muito grande sobre a gênese desta doença, das reações. O bloqueio destes receptores causa uma reviravolta assombrosa nos casos.

“Essa medicação só pode ser usada com receita e acompanhamento médico, porque estamos lidando com uma medicação que é bloqueadora de receptores de andrógenos em uma fase inflamatória de uma doença muito grave. Esse tratamento não deve ser feito por conta própria”, ressalta o médico. 

Mas a iniciativa também já é vista com preocupação por entidades da classe médica, pois ainda é considerada experimental e não há estudos científicos que atestem a eficácia para acabar com a covid-19.


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