Pesquisador do IFPI descobre nova espécie de planta

Genilson Alves dos Reis e Silva é professor do Campus Valença e doutor em Botânica

02/04/2021 09:45h - Atualizado em 02/04/2021 09:56h

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O professor do  Instituto Federal do Piauí (IFPI), Campus Valença, Genilson Alves dos Reis e Silva, descobriu uma nova espécie de planta ocorrente na Mata Atlântica de Minas Gerais. A descoberta é parte dos resultados da sua tese de doutorado defendida no Programa de Pós Graduação em Botânica da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais.

A espécie Calea arachnoidea G.A. Reis-Silva & J.N. Nakaj. foi publicada na revista internacional Phytotaxa 494(1): 129-136, e é endêmica da região da Vila do Funil no município de Rio Preto em Minas Gerais, na região da Serra Negra, uma importante área de conservação da Mata Atlântica.

Espécie Calea arachnoidea (Foto: Divulgação/IFPI)

A Calea arachnoidea cresce em campos rupestres e matas nebulares em altitudes acima de 1.200 metros. O nome escolhido para o batismo da espécie "arachnoidea" faz referência ao padrão de pelos presentes nas folhas, que é semelhante a teia de aranha, e dentro do gênero, é uma característica exclusiva desta espécie.

“ A descoberta traz à tona a problemática da necessidade da criação de áreas de conservação permanentes na Mata Atlântica devido ao alto número de endemismos. Soma-se a isso, o fato de que de acordo com as análises de distribuição dos indivíduos conhecidos que esta nova espécie já nasce enquadrada na categoria (CR) criticamente ameaçada. O Brasil é um dos países megadiversos do planeta e muitas espécies correm risco de desaparecer sem que sequer tenham sido conhecidas, portanto, o processo de descrição de uma nova espécie para a ciência é motivo de júbilo para o estudioso de taxonomia, a ciência que identifica, nomeia e classifica espécies biológicas, sendo uma ferramenta imprescindível para o estudo da biodiversidade”, falou o pesquisador.

Prof. Dr. Genilson Alves dos Reis e Silva (Foto: Arquivo pessoal)

Segundo o pesquisador, a partir do conhecimento e da correta identificação das espécies é possível o desenvolvimento de estudos fitoquímicos, farmacológicos e ecológicos para a descoberta de possíveis novas utilizações.


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