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Parque de Exposições é fechado para inspeção após caso de mormo

Adapi monitora situação de mais de 50 animais do parque após cavalo ter morrido vítima da doença.

12/09/2019 10:38h - Atualizado em 13/09/2019 17:50h

Após a confirmação da morte de um cavalo vítima de mormo, a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) decidiu fechar temporariamente o Parque de Exposição Dirceu Arcoverde para realizar exames em mais de 50 cavalos que tiveram contato com o animal acometido com a doença. De acordo com a Adapi, este é o quarto foco e o quinto caso da doença no Piauí, somente em 2019. 



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O parque foi fechado a partir desta quarta-feira (11) e os animais que lá se encontram não poderão sair até o resultado de novos exames.

 “A Adapi vem acompanhando de perto as suspeitas de casos de mormo que surgiram nas últimas semanas. Os animais do Parque de Exposição serão examinados nos próximos dias e, após o resultado da primeira avaliação, serão expostos a mais uma rodada de exames. Caso seja registrado algum resultado positivo para mormo, o animal deverá ser sacrificado e o parque seguirá interditado até passar por uma desinfectação”, explica o presidente da Adapi, José Genilson Sobrinho.

O mormo é uma doença infectocontagiosa que atinge equinos. (Foto: Arquivo O Dia)

Com a interdição, a Exposição Agropecuária do Piauí (Expoapi) prevista para acontecer no final de novembro poderá ser adiada. Isso porque, as amostras coletadas dos exames serão enviadas ao Ministério da Agricultura e os resultados só serão liberados após 15 dias. Considerando que será feita uma segunda avaliação e, caso confirmado um novo caso, o parque passará por uma desinfecção, a interdição pode se estender pelos próximos dois meses. 

Segundo a Adapi, todos os funcionários que tiveram contato com os animais foram encaminhados para o Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela para a realização de exames.

O que é o mormo?

O mormo é uma doença infectocontagiosa, que atinge equinos e pode ser transmitida para humanos. Em animais, os sintomas da zoonose são: febre, fraqueza, corrimento viscoso nas narinas e a presença de nódulos subcutâneos, nas mucosas nasais, nos pulmões e gânglios linfáticos. O contágio acontece através do contato com o material infectante, como pus, secreção nasal, urina e fezes.

“É importante salientar que o aparecimento da doença não se dá por falhas na fiscalização. Todos os animais que testaram positivo para mormo eram propriedades de alto valor e dispunham de uma boa estrutura. O Governo do Estado, através da Adapi, segue acompanhando de perto e disponibilizando toda a estrutura necessária para identificar e eliminar todos os focos da doença no estado”, pontua a secretária estadual do Agronegócio, Simone Araújo.

Em julho deste ano, a Adapi interditou a clínica de animais de grande porte do Hospital Universitário Veterinário da Universidade Federal do Piauí (HUV UFPI) após descobrir que um animal internado no local estava com a doença.

Por: Nathalia Amaral

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