Pai de bebê que ingeriu líquido amniótico denuncia negligência da Maternidade Evangelina Rosa

Segundo familiares, jovem passou pelo menos 10 horas em trabalho de parto

14/03/2012 20:45h

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Os familiares da jovem Maria Marli Araújo Veloso, de 23 anos, estão inconformados com o atendimento oferecido pela Maternidade Dona Evangelina Rosa.

Eles afirmam que nesta quarta-feira, dia 14, Marli deu à luz um bebê em circunstâncias angustiantes.

Fotos: PortalODIA.com

Desde a tarde de terça-feira Marli foi levada para o hospital da rede estadual de saúde. Ela apresentava sangramento e sentia contrações. Contudo, apesar dos indícios de que havia entrado em trabalho de parto, a grávida recebeu a recomendação de voltar para casa, pois ainda não era o momento de dar à luz.

De acordo com Raniere Pires, marido de Marli, quem fez o primeiro atendimento à sua esposa foi um acadêmico de Medicina chamado Daniel.

Durante a noite de terça Marli começou a sentir dores mais fortes e, já no início da madrugada desta quarta, foi levada novamente até a maternidade.

Segundo Raniere, por volta das 2 horas da madrugada, uma médica constatou que o parto era iminente e determinou a internação de Marli.

Quando já passava das 4 horas outro médico examinou Marli e concluiu que não poderia ser realizado um parto normal, pois o canal vaginal da paciente não havia dilatado o suficiente, sendo necessário, portanto, recorrer à cesariana.

A essa altura Marli já estava sentindo dores muito intensas. Contudo, somente às 10 horas o procedimento cirúrgico foi realizado.

Depois de concluída a cesariana, a equipe médica verificou que o bebê havia ingerido líquido amniótico e precisaria ser internado numa Unidade de Terapia Intensiva, em função do grave estado em que se encontrava.

Os familiares de Marli acusam o hospital de negligência e acreditam que o bebê só ingeriu o líquido amniótico em função da demora na realização do parto.

Fotos: PortalODIA.com

O marido de Maria Marli afirma que ele e sua esposa estão muito aflitos, sem qualquer perspectiva de como vai evoluir o quadro clínico do filho recém-nascido. "Estamos aguardando a decisão de Deus. Só ele vai decidir se meu filho vai sobreviver ou não", resigna-se Raniere, que também reclama da escassez de informações fornecidas pelo hospital.

A reportagem de ODIA tentou contato com a Maternidade Evangelina Rosa, mas não obteve sucesso.

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Por: Ccero Portela

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