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Observatório de Candidaturas Femininas é lançado em Teresina

Iniciativa visa combater as chamadas “candidaturas laranjas” no Estado e garantir o direito das mulheres durante as eleições em 2020

14/11/2019 14:52h - Atualizado em 19/11/2019 10:53h

A Ordem dos Advogados do Piauí lançou nesta semana em Teresina o projeto “Observatório de Candidaturas Femininas”. A iniciativa pioneira no Brasil visa combater as chamadas “candidaturas laranjas” no Estado e garantir o direito das mulheres durante as eleições em 2020.

Segundo a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-Piauí, Dalva Fernandes, o projeto estabelece ainda um panorama da atuação da mulher na política.

“As candidaturas laranja do processo de Valença do Piauí, que ganhou grande repercussão, acenderam uma luz de alerta para nós. A partir de janeiro, será lançado um curso preparatório para essas mulheres que desejam ser candidatas. É através do conhecimento que a mulher estará preparada para dizer não quando for convidada para ser uma cota, ou seja, uma laranja. Queremos que elas estejam qualificadas”, disse.

Dalva Fernandes explica que a mulher ainda encontra dificuldades para se candidatar. Foto: Elias Fontenele

A presidente ressalta que dificuldades impedem que mulheres optem por candidaturas no Piauí.  

“Eu conversei com o presidente de um partido hoje e ele me disse que tem dificuldade de encontra mulher para compor o partido para eles se lançarem na campanha municipal. Ele disse que teria que ter 44 mulheres, mas até agora só tem 15 nomes. Eu ainda acho que isso é mito, de dizer que mulheres não querem se candidatar. Mulheres querem sim, as dificuldades que se apresentam a essas mulheres é que realmente causam essas barreiras”, conta.

O projeto foi apresentado durante o evento “Elas na Política”, realizado pela OAB Piauí na segunda-feira (14), que discutiu temas como dificuldades da presença feminina na política, contexto da mulher na política brasileira e piauiense dentre outros assuntos. A iniciativa é de autoria da advogada e professora, Valéria Paes Ladim, com parceria da Comissão da Mulher Advogada. Ainda não foi confirmado o dia para o início das atividades em janeiro de 2020.

Como funciona as "candidaturas laranjas"

Para cumprir a regra de 30% de candidaturas femininas, partidos registram mulheres que não recebem votos. Já no radar da Justiça Eleitoral, fraude agrava baixíssima representatividade feminina na política brasileira. Além de usadas para compor as chapas, a fraude pode ser usada para angariar recursos do fundo eleitoral. 

Edição: Adriana Magalhães
Por: Jorge Machado, do Jornal O Dia

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