OAB-PI pede atuação da Corregedoria contra juízes com baixa produtividade

A ordem requer que juízes e servidores aprovados em concurso público sejam convocados

01/12/2020 15:38h - Atualizado em 01/12/2020 20:13h

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A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, se manifestou nessa terça-feira (01) sobre os baixos índices de produtividade do Tribunal de Justiça do Piauí ( TJ-PI) revelados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na última sexta-feira (27). O TJ-PI apresentou pontuação 43,8%, o menor índice registrado entre os tribunais regionais de todo o país.

Para o presidente da Comissão de Relação com Poder Judiciário da OAB-PI, Einstein Sepúlveda, esse é um dos piores momentos do TJ-PI. “Os números retratam que estamos vivendo talvez um dos piores momentos da história da produtividade do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí. Essa produtiva é do conhecimento de todos, não é uma produtividade elevada, isso já vem a bastante tempo, não é uma coisa nova no TJ-PI”, disse em entrevista a O Dia Tv.

Einstein Sepúlveda declarou que o TJ-PI teve avanços importante como a digitalização do acervo, contudo, outras medidas devem ser adotadas para melhorar a produtividade. Ele aponta que há magistrados com excelentes índices de produtividade, enquanto outros possuem desempenhos muito abaixo do esperado. Para esses, a OAB-PI pede atuação daCorregedoria-Geral de Justiça.

Einstein Sepúlveda, presidente da comissão de relação com poder judiciário da OAB-PI

“Nós enquanto Ordem dos Advogados Brasil estamos para cobrar do TJ-PI um posicionamento de gestão mais eficiente. Não podemos continuar tendo os magistrados que menos julgam processo no Brasil, os servidores que menos fazem atos de processo do Brasil. A sociedade cobra isso”, pediu.

Sepúlveda lembrou que para melhorar a produtividade da Justiça do Estado é preciso ter estrutura para os servidores e magistrados, excelência na gestão das comarcas pelo interior do estado e a redução do déficit de magistrados e servidores. Ele aproveitou para cobrar que o TJ-PI chamem juízes aprovados no último concurso realizado.

“A questão passa por uma estrutura melhor de pessoal, precisamos de mais juízes, de mais servidores. Nós tínhamos uma Justiça que até pouco tempo não trabalhava em dois turnos. Hoje nós temos uma deficiência de vagas de magistrados, inclusive atestadas pelo Conselho Nacional de Justiça, entorno de 50 magistrados”, declarou.

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Por: Otávio Neto

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