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O impacto das águas na economia de Teresina

Áreas como agricultura, construção civil e comércio estão entre os que sentem o impacto do aumento da constância pluviométrica que, em fevereiro, marcou 337,9 mm na Capital.

14/03/2020 08:57h - Atualizado em 17/03/2020 11:53h

As chuvas que continuam a precipitar sobre Teresina não impactam apenas a infraestrutura da cidade. A mudança do tempo afeta diversos setores e a economia é um deles. Áreas como agricultura, construção civil e comércio estão entre os que sentem o impacto do aumento da constância pluviométrica que, em fevereiro, marcou 337,9 mm na Capital. 

Na construção civil, por exemplo, de acordo com o Sindicato da Indústria de Construção Civil (Sinduscon/Piauí), durante o período chuvoso, as obras passam por uma drástica paralisação. Todo o setor se programa para que, neste período, não tenha escavação ou movimentação de terra. 

“Todos os funcionários ficam abrigados por questão de segurança, tudo que é elétrico, todas as gruas, são desligadas e, neste ponto, você tem uma parada geral da obra. Toda movimentação de terra também não é possível porque, além da dificuldade de transporte, no ato de uma compactação, você tem que ter uma umidade ótima para o serviço ser realizado. Com as chuvas, você não consegue quantificar isso do controle da umidade. Há serviços que não consegue se executar”, destaca o vice-presidente do Sinduscon, Guilherme Fortes. 


O impacto das águas na economia: chuva interfere na infraestrutura. Reprodução

Para a construção civil em geral, segundo o empresário, o mês de fevereiro é um mês curto de demandas. Por conta dos feriados e período chuvoso, o tempo de trabalho é diminuído. Historicamente, nenhuma obra se inicia nesta época do ano.

 “Você empurra essa obra para um período mais adequado, mas, com as chuvas, as pessoas se programam para fazer serviços de acabamento, como cerâmica, pintura, reboco interno, instalações. Mas até isso é complicado porque o deslocamento interno do funcionário é prejudicado”, afirma. 

Com a obra parada, a demanda de suprimento e a logística geral do canteiro de obras são diretamente alteradas. Ou seja, é preciso ter atenção principalmente aos fornecedores, já que não faz sentido comprar material se ele não for utilizado. Portanto, é fácil perceber o quão necessário é tentar se precaver e tomar medidas preventivas quando acontece uma construção em período de chuvas. Ao fazer isso se evita não somente o atraso e a alteração da dinâmica da obra, mas também a possibilidade de precisar lidar com acidentes de trabalho.

Comércio registra queda no fluxo de clientes

O comércio de Teresina também sente os efeitos da chuva. Tertulino Passos, presidente do Sindicato dos Lojistas do Piauí (Sindlojas), lembra que os episódios de falta de energia, comuns neste período, impedem o funciona

mento de muitas lojas no Centro da cidade. Além disso, o fluxo de clientes também diminui. “Não conseguimos precisar em quanto seria este impacto, mas é claro que fatores como 

a instabilidade da energia, a dificuldade de atrair clientes e até algumas lojas que são invadidas por águas são fatores que prejudicam o desempenho do comércio”, afirma. 

Por: Glenda Uchôa

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