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No Piauí, mil pacientes precisam de serviços contínuos do Hemopi

Prestes a comemorar 50 anos de funcionamento, o Hemocentro realiza cerca de 150 atendimentos semanais em assistência a portadores de doenças hematológicas e doadores.

23/11/2019 08:10h - Atualizado em 25/11/2019 12:29h

Além de pessoas que se submetem a procedimentos e intervenções médicas ou atendimentos em situações de emergência e calamidades, o sangue também é indispensável para que pacientes com doenças crônicas graves - como doença falciforme, aplasia medular e talassemia - possam viver por mais tempo e com mais qualidade. No Piauí, de acordo com a coordenação do ambulatório do Hemopi, são acompanhados mais de 700 pacientes com doença falciforme e outros 250 com coagulopatias.

Francilene Barbosa de Sousa é uma das que frequenta o Centro mensalmente, mas a sua presença não é por um diagnóstico próprio, mas do seu filho, o pequeno Antônio Emílio, de 2 anos. Diagnosticado aos três meses com aplasia medular, ele necessita continuamente de transfusões de sangue para continuar vivendo.

Francilene Barbosa acompanha o filho Antônio Emílio, que tem aplasia medular. Foto: Jailson Soares.

A aplasia medular - ou aplasia da medula óssea - é uma doença caracterizada pela alteração no funcionamento da medula óssea, que é responsável pela produção das células do sangue. Quando é comprometida por qualquer fator, sua produção pode ser reduzida ou até mesmo parada, o que leva a concentrações baixas de hemácias, plaquetas e leucócitos circulantes no sangue.

Mas o diagnóstico de Antônio também revela outro cenário: os desafios para a realização do tratamento. Isto porque Francilene é apenas uma das centenas de pessoas que vem do interior do Piauí para receber os serviços que são ofertados exclusivamente pelo Hemopi. No Piauí, só o hemocentro-coordenador é capaz de ofertar atendimento para o tratamento das doenças crônicas.

 “A gente não tem transporte e a minha cunhada dá o carro pra gente vir. Estávamos ten­do ajuda do gestor da cidade com a doação de 30 litros de gasolina, mas ele cortou em junho e a gente tem muita dificuldade mesmo. Meu es­poso trabalha na roça, eu sou dona de casa, pra gente vir pra cá a gente tá arrecadando o dinheiro da gasolina”, de­clara.

Ela, o esposo e o filho já chegaram a dormir dentro do carro quando o tratamen­to do garoto exigia mais dias de permanência em Teresina. Para ela, a esperança é que o filho consiga um doador de medula compatível.

 Cadastro de medula óssea pode mudar a vida de Antônio

Milhares de vidas podem ser modificadas com a doação de medula, a de Antô­nio Emílio é uma delas. E tudo depende de um ato bem simples: se voluntariar para a doação.

Para o cadastramento, na hora da doação de sangue, basta também se prontifi­car a entrar no cadastro de doação de medula. No procedimento, será necessária a coleta de uma amostra de sangue (5 ml) para testes de tipificação HLA – fundamental para a compatibilidade do transplante.

Estes dados serão incluí­dos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e, em caso de identificação de compatibilidade com um pa­ciente, a pessoa é contatada para realizar outros testes.

Em meio a tantas difi­culdades de manter o tra­tamento do filho em Tere­sina, Francilene não perde as esperanças. “Eu tenho esperança da gente encon­trar um doador mais rápido possível e que meu filho vai ser curado”, afirma.

 Uma única doação pode salvar até quatro vidas

O sangue é insubstituível e sem ele é impossível viver. Por isso, o Ministério da Saú­de reforça periodicamente a importância de os brasileiros adotarem a cultura solidária da doação regular e espontâ­nea de sangue. Segundo o Mi­nistério da Saúde, uma única doação pode salvar até quatro vidas.

O objetivo é manter os esto­ques de sangue sempre abas­tecidos e não apenas em datas específicas ou quando algum conhecido precisar.

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos e que es­tejam pesando mais de 50kg. Além disso, é preciso apre­sentar documento oficial com foto e menores de 18 anos podem doar com consenti­mento formal dos responsá­veis.

Pessoas com febre, gripe resfriado, diarreia recente, grá­vidas e mulheres no pós-parto não podem doar temporaria­mente. E o procedimento para doação de sangue é simples, e totalmente seguro. Não há riscos para o doador, porque nenhum material usado na do sangue é reutilizado, que elimina qualquer possibili­dade de contaminação.

Edição: Virgiane Passos
Por: Glenda Uchôa - Jornal O Dia

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