Moradores do Conjunto São Joaquim vivem em clima de insegurança

Localizada no bairro Matadouro, zona Norte de Teresina, a região tem sido constante alvo de assaltos e violência

05/03/2014 08:08h

Compartilhar no

Aparentemente quem passa pelo Conjunto São Joaquim, no bairro Matadouro, zona norte de Teresina, e ver os moradores da comunidade sentados à porta de suas residências, não imaginam o quão cada um deles esconde o medo da violência. Por lá, a troca de tiros não há horário certo para acontecerem. Alguns, ao saírem para o trabalho, ás 9 horas da manhã já foram surpreendidos por um tiroteio entre membros de facções rivais que atuam no bairro.

Na quadra 46, os moradores afirmam que a presença de equipes de patrulhamento do Ronda Cidadão é constante, mas não inibi as ações dos criminosos. “A nossa preocupação aumenta mais ainda com a chegada do carnaval. Quando é final de semana ou algum feriado prolongado a situação é bem pior. É comum a partir de 19h ouvirmos tiros e ter que ficar trancados dentro de casa”, relata Francisco Gomes.

Fotos: Jailson Soares/O Dia


Rejane de Paula, moradora senta na calçada com amigos, mas se sente constantemente ameaçada

A aposentada Rita Gomes diz ter conhecimento dos perigos em ficar sentada à porta de casa. “Fico aqui pior é ter que andar por algumas ruas do Conjunto, que já são conhecidas por ter casos de violência. Além disso, vários inocentes já foram mortos”, conta a moradora.

“O que precisamos em primeiro lugar é de mais policiamento. A Polícia pode é passar todos os dias, mas ela não tem vez no Conjunto São Joaquim. Gosto muito de morar no meu bairro, mas não dá pra viver desse jeito: o tempo todo sob ameaça”, afirma a microempreendedora Rejane de Paula, moradora da quadra 28.


Maria de Jesus Silva reclama dos buracos nas ruas e do perigo para as crianças do bairro

Poucos moradores falam abertamente sobre os transtornos provocados pela a falta de segurança no São Joaquim. Segundo eles, as intimidações por parte de criminosos envolvidos no tráfico de drogas são constantes. “Todos nós sabemos quem tem em suas casas ponto de venda de drogas, mas temos que ficar calados para preservar a nossa vida e da nossa família”, destaca um morador prefere manter sigilo.

A Vila Carlos Feitosa que fica nas proximidades do Conjunto é, de acordo com Bruno Rafael, o local onde há maior concentração de meliantes, o que deixa a região do São Joaquim vulnerável a qualquer tipo de violência. “Muitas vezes, quando nós, moradores e cidadãos, estamos sentados nas nossas calçadas, em alguma confraternização, os policiais do Ronda Cidadão passam e pedem que nos retire ou que entremos em casa. Isso é um absurdo, pois estamos sendo impedidos de viver naturalmente por causa da violência”, afirma.

Compartilhar no
Por: Beto Marques - Jornal O Dia

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!


Deixe seu comentário