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Ministério desiste de proibir pesca de camarão entre PI e CE

Segundo a ministra Tereza Cristina não há nada que justifique manter a proibição da pesca durante o mês de novembro.

31/10/2019 08:55h

O Ministério da Agricultura voltou atrás e cancelou a Instrução Normativa que proibia a pesca de camarão na divisa entre o Piauí e o Ceará. A decisão havia sido tomada como precaução, devido à situação ambiental decorrente da contaminação química por derramamento de óleo no litoral do Nordeste.

Segundo a ministra Tereza Cristina, os testes realizados até o momento não apontam justificativas para que a proibição da pesca continue. A norma estabelecia, excepcionalmente, o período de defeso adicional de 01 de novembro até 31 de dezembro para a pesca de camarões rosa, branco e sete-barbas entre o Piauí e Ceará.


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O Ministério fez isso pelo princípio da precaução. Como nós não sabíamos como era essa mancha, enquanto isso estava sendo analisado, nós suspendemos a pesca em vários estados brasileiros onde esse petróleo chegou. A gente já tem dados mostrando que não é necessário. A lagosta está sendo examinada, o Ministério da Agricultura está fazendo uma série de testes, não há nada que justifique acabar com a pesca agora”, destacou.

Foto: Capitania dos Portos

pesca de lagostas vermelhas, camarões rosa, sete-barbas e branco também foram liberadas nas divisas de Pernambuco, Alagoas, Mata de São João e Camaçari (estes dois últimos na Bahia).

Além disso, a ministra reafirmou que o governo vai fazer o pagamento para os profissionais da pesca afetados pelo vazamento de óleo no litoral do Nordeste. Ela esclareceu também que a pesca na região atingida pelo óleo não será proibida.

“Vocês [pescadores] receberão por esse período que ficaram sem poder fazer a pesca artesanal, a coleta de mariscos e caranguejos. O governo federal, como prometido, vai fazer o pagamento desses dias que não puderam trabalhar e levar para casa o sustento de famílias”, disse a ministra.

Ela explicou que o pagamento deverá beneficiar inclusive os profissionais que não recebiam o benefício na época do defeso, como os catadores de caranguejos e marisqueiras. “Eles também estarão nessa lista recebendo um salário porque eles estão prejudicados na sua atividade principal, no seu ganha-pão”. Os pescadores prejudicados terão direito a um salário mínimo.

Por: Nathalia Amaral

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