Meton: extinção da Justiça do Trabalho é proposta por 'inexperientes'

Desembargador observa que procura pela Justiça do Trabalho está voltando a crescer, depois de uma queda de mais de 30%.

08/04/2019 14:47h

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O desembargador Francisco Meton Marques de Lima vai assumir a presidência da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) no Piauí.

Em entrevista ao portal O DIA nesta segunda-feira, ele disse acreditar que a queda na procura pela Justiça do Trabalho foi provocada, sobretudo, pela recessão econômica que vem atingido o país há cerca de cinco anos, e não tanto pela reforma trabalhista aprovada em 2017, que passou a prever a obrigatoriedade de o trabalhador arcar com as custas processuais, caso perca a ação.

O desembargador Francisco Meton Marques de Lima (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

"Se tem menos empregos, tem menos ações trabalhistas. Mas, depois de uma queda de mais de 30%, a procura pela Justiça do Trabalho já está crescendo novamente, ou seja, foi um ciclo muito curto de queda". opina.

Meton também afirmou que a proposta de extinção da Justiça do Trabalho só é defendida por "parlamentares inexperientes, que não conhecem as instituições brasileiras, e que vêm cheio de açodamento".

"Eu não acredito na extinção da Justiça do Trabalho. Tudo se extingue quando deixa de ser necessário. Daqui a algum tempo, eu tenho fé que vá deixar de ser necessário o embate trabalhista na Justiça, mas ainda não está acontecendo isso", afirma o desembargador.

Sobre sua atuação na Anamatra, Francisco Meton diz que espera contribuir com os conhecimentos adquiridos 

"Levo para o nosso grupo a maturidade, a experiência de quem já viveu vários períodos parecidos com este [atual] e o conhecimento técnico", conclui.

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Por: Cícero Portela

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