Mercado aquecido também na internet

Pelo menos seis sites oferecem o serviço de acompanhantes em Teresina

18/04/2011 08:35h

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Em uma pesquisa rápida na internet, O DIA constatou a existência de pelo menos, seis sites locais que anunciam o trabalho de acompanhantes em Teresina. Com fotos de biquínis ou até mesmo nuas, mulheres mostram seus corpos, principal atrativos para os clientes.

Características como altura, peso e idade são colocadas. O comércio virtual aguça os clientes que não gostam de se expor. Podem escolher a garota sem precisar sair de casa. O encontro é agendado previamente por telefone. Uma dessas mulheres aceitou conversar por telefone com a reportagem do O DIA. Universitária, Mariana, nome fictício, conta que as fotos nos sites é a vitrine para obter clientes que através das imagens podem ter já "um aperitivo do que vão encontrar".

"Quando coloco fotos novas...recebo pelo menos quatro ligações em um dia", conta, ressaltando que suas fotos são trocadas a cada seis meses. Divulgar as fotos em um site de Teresina custa em média R$ 50. Esse valor garante hospedar as imagens por até um mês. A reportagem do O DIA entrou em contato com um dos proprietários desses sites de acompanhantes. De acordo com ele, a garota deve encaminhar as fotos por email e efetuar o pagamento para que as imagens sejam postadas.

Prostituição de luxo: acompanhantes universitárias

Elas conciliam a sala de aula com quartos de motel. Começam a fazer programas para bancar a mensalidade nas universidades, e logo descobrem um mercado rentável. Prostitutas universitárias de Teresina ganham de R$ 3 mil a R$ 8 mil mensais em programas com empresários, políticos, médicos, engenheiros, juízes e advogados.

Sabrina, os nomes são todos fictícios a pedidos dos entrevistados, é uma loira de olhos azuis de 24 anos, 1,67 m de altura, 53 quilos. Está no 7° período em uma faculdade particular e preferiu não informar o curso. Natural da cidade de Piripiri, norte do Piauí, ela conta que não pensava em se prostituir. Mas o dinheiro começou a ficar curto, e precisava pagar os R$ 700 por mês da faculdade. Criou coragem e pôs o contato em um site, que divulga garotas de programa na cidade. Em pouco tempo os clientes apareceram.

"Ninguém na sala de aula sonha que faço programa", afirma Sabrina, que tem pavor de ser reconhecida como prostituta fora da cama. Hoje ela conta com uma clientela cativa: sete homens, a maioria empresários. Todos, invariavelmente, acima de 40 anos e casados.


Por dia, são três programas, em média, de segunda a segunda. Cada um custa R$ 170. O faturamento, diz, supera os R$ 8 mil por mês. "Não sei se com apenas um diploma na mão vou ter o padrão de vida que levo hoje", compara. "Mas quando me formar quero abandonar a prostituição. Tenho namorado, e não posso mentir pra ele a vida toda. Ainda quero casar, ter filhos... Uma vida normal", comenta.

Não é só a beleza física que distingue as universitárias das demais prostitutas. "Só de falar corretamente, se portar bem, ter noção de etiqueta, já seduz muito cliente", afirma Rose, 26 anos. Ela conta que descobriu o trabalho através de uma amiga, garota de programa. "Eu estava mal de grana e ela disse que vinha dinheiro fácil. Decidi arriscar."

O primeiro programa, diz, foi "tenebroso". "Tive de beber para suportar. A primeira vez que você transa com alguém que você nunca viu antes é fogo", lembra. Atualmente, ela faz de dois a quatro programas por dia, cada um por R$ 150 e uma hora e meia de duração. Ganha R$ 4,5 mil mensais. "Agora estou mais acostumada. Mas não gosto disso. Faço pelo dinheiro."

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Edição: Carlos Rocha
Por: Mayara Bastos - Jornal O DIA

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