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"Lentamente a economia começará a trilhar seus caminhos normais"

Uma preocupação dos brasileiros e do próprio presidente Jair Bolsonaro é que a "moeda quebre".

06/04/2020 08:39h - Atualizado em 06/04/2020 11:20h

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Uma das medidas para impedir o aumento de casos do Covid-19 é o isolamento social, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esta determinação faz com que atividades não essenciais parem de funcionar, tais como: varejo, apresentações culturais, bares e restaurantes. Consequentemente, pode crescer o índice de desemprego e diminuir a circulação de dinheiro. Porém, supermercados, postos de combustíveis, farmácias e indústria continuam com as funções ativas, não deixando o mercado totalmente paralisado.

"O crescimento econômico de forma geral já será afetado no fechamento do exercício 2020. As projeções do governo eram de um crescimento de aproximadamente 2,1% em 2020, esse percentual, atualmente caiu para 0,2%, percebe-se o impacto negativo de uma economia parada, a retração do PIB e outros indicadores que representam a movimentação da economia brasileira. Lentamente, após essa crise, a economia começará a trilhar seus caminhos normais, porém com algumas restrições ao crescimento previsto em 2020", alerta o economista James Brito.

Mas por outro lado a pandemia do novo coronavírus gerou um dilema mundial, salvar vidas ou salvar a economia. Em alguns países como Estados Unidos, Alemanha e Dinamarca já ficou decidido que será injetado dinheiro na economia para ajudar desempregados, autônomos, micro empreendedores e até empresários.


O crescimento da economia de forma geral já será afetado no fechamento de 2020, é o que diz o economista James Brito - Foto: Divulgação

De acordo com o economista James Brito, países como a Dinamarca preocupados com os impactos econômicos propuseram pagar cerca de 75% dos salários dos trabalhadores formais, o equivalente a aproximadamente 2,5 trilhões de dólares, cerca de 12,5 trilhões de reais. Na Alemanha, foi implementado um pacote de 800 bilhões de Euros, cerca de R$ 4,5 trilhões.

"O governo brasileiro pode intervir no mercado financeiro como vem fazendo há alguns dias, na venda de reservas cambiais dentro dos limites prudenciais. O que pode ser uma saída até mesmo para reduzir os juros com a dívida e teoricamente “sobrar” mais recursos para intervir nas questões econômicas brasileiras causadas pela pandemia de forma mais eficiente, sem maltratar o trabalhador autônomo, trabalhadores formais e informais da economia", explica James Brito.

Além disso, uma das preocupações dos brasileiros e do próprio presidente Jair Bolsonaro é que a "moeda quebre". E que após a pandemia, a economia se recupere em passos lentos. Mas é preciso lembrar, que as crises sempre vão existir, e que as vidas não são possíveis de serem recuperadas posteriormente, a moeda sim.

"A moeda foi criada com uma finalidade, dinamizar as transações econômicas e facilitar o acesso às mercadorias, bens e serviços. Ela tem 3 funções básicas, unidade de conta, reserva de valor e meio de troca. Moeda parada, não gera produção, sem produção não há emprego, sem emprego, não há consumo, sem consumo, não há produção, isso é um ciclo e não pode ser quebrado. Se o Brasil ou qualquer país parar por muito tempo sua atividade econômica, leva-se a um caos econômico, Resumindo: a moeda por si só, sem circular, perde suas funções", diz James Brito

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Por: Sandy Swamy, do Jornal O Dia

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