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Carreira & Negocios

Indústrias podem reduzir consumo de energia em até 40%

As indústrias conseguem aumentar sua eficiência de consumo em um percentual maior.

04/11/2019 07:09h - Atualizado em 04/11/2019 12:38h

Sem dúvida, o gasto com energia elétrica é um dos principais custos para indústrias e comércios. Mas, é possível otimizar esse consumo e reduzir em até 40%, gerando assim uma economia na conta de luz. Fábio Franco, engenheiro eletricista, explica que a indústria, de maneira geral, principalmente aquelas que têm na energia um de seus principais componentes do custo do produto, conseguem aumentar sua eficiência de consumo em um percentual maior, mas o comércio também tem um grande benefício.

“A redução do consumo de energia é muito relativo, pois depende da forma como está sendo consumida, mas nas principais cargas, que inclui ventilação, iluminação e aquecimento, as diminuições são significativas, podendo variar de 20% a 40%, e de imediata percepção. Logicamente que para perceber isso é preciso de um alguns meses, para que se possa comparar com o período anterior, mas na prática você já observa uma redução imediata. Temos resultados de indústrias que perceberam esse retorno em seis meses, ou seja, os investimentos que foram feitos para melhorar retornam pouco tempo”, comenta. 


A redução do consumo de energia é muito relativa, pois depende da forma como está sendo consumida, diz Fábio - Foto:

Mas, para isso acontecer, é preciso seguir algumas etapas e adotar medidas que vão desde a substituição de equipamentos e aparelhos que consomem mais energia por produtos que consomem menos. Além, claro, da conscientização dos usuários e de alternativas mais viáveis

“A essência energética é um processo e não uma ação única que resolve todos os problemas. Ela é um conjunto de ações que você, indo em uma mesma direção, consegue fazer uma economia. O desenvolvimento tecnológico permite que, ao longo do tempo, vá substituindo formas antigas de controlar grandezas. Por exemplo, com o ar condicionado é necessário controlar a entrada de ar e o que vai entrar em determinado ambiente. Antigamente isso era feito através de válvulas e processos de baixo rendimento, em termos energéticos. Agora temos alternativas que permitem uma eficiência maior”, disse.

O engenheiro eletricista explica que, quando isso é feito, diminui-se o consumo do mesmo trabalho que era feito antes. “Costumo dizer que, quando você tem uma torneira em uma casa e abre ela no máximo, você tem bastante água. À medida que eu vou diminuindo a passagem dessa água, apesar de não estar tendo água, quem está bombeando está gastando energia desnecessariamente”, exemplifica.



Indústrias devem buscar alternativas que consumam menos energia

Fábio Franco comenta ainda que a indústria deve se adequar às alternativas que visem reduzir esse consumo de energia. No mercado são disponibilizados sensores e acionamentos que permitem adequar o volume de água liberado ao movimento que realmente está sendo feito nas bombas. Ou seja, dessa forma, ela somente irá funcionar se houver necessidade. 

“Essas ações diminuem muito o consumo de energia, no bombeamento, ventilação, ar-condicionado, iluminação com uso de LED. É possível ter uma boa redução do consumo. Por isso é um processo. E por último, é preciso que seja feito um treinamento e conscientização dos usuários, que é o mais importante para conseguir bons resultados, tanto com eficiência como com o uso racional. Ou seja, se não tem necessidade de estar com a luz acessa onde não tem ninguém, você apaga a luz. Existe inclusive tecnologia onde a luz se apaga sozinha, através dos sensores de presença. Isso faz com que você não precise de uma pessoa para executar essa função e consiga o resultado final”, pontua.

O engenheiro eletricista enfatiza que a maioria das pessoas pensa em substituir ou comprar a energia de outro lugar mais barata ou aderir à geração solar. Contudo, é preciso internalizar que há a necessidade de adotar ações de racionalização ao invés de continuar com o mesmo fluxo.

“A primeira ação é tentar orientar as indústrias e comércios, que são os maiores consumidores, a focar na eficiência e, posteriormente, na fonte de energia, que pode ser fotovoltaica, eólica ou a própria concessionária, como foi o padrão por muitos anos. As lâmpadas de gás, à base de mercúrio e sódio, se comparada com as de LED, consomem até 15x menos. Uma simples substituição de lâmpadas traz um resultado no mesmo momento, ou seja, não preciso esperar meses para conseguir algum benefício”, ressalta.

Fábio Franco lembra que, em caso de indústria que utiliza ar-condicionado central é preciso melhorar a eficiência do sistema, como, por exemplo, com a substituição da partida direta por um conversor de frequência. “Ou substituir um sensor ON/OFF por um sensor analógico, que funciona por escalas e isso faz com que seja possível usar a energia na proporção necessária e não de uma maneira máxima até não precisar mais e parar”, explica.

No caso de supermercados, que não pode desligar seus equipamentos, como geladeiras câmaras frigoríficas e ar-condicionados, com um pequeno investimento é possível conseguir uma redução de até 25% na conta no final do mês. 

“Após esse trabalho, de substituição de equipamentos mais econômicos, passamos para a segunda fase, que é a de encontrar uma energia renovável, como as placas solares. Existem soluções mais interessantes, o problema é que demanda certo tempo para serem inseridas e isso requer conhecimento, e se a pessoa não procura algum especialista, não consegue aplicar”, finaliza Fábio Franco, engenheiro elétrico.


Por: Isabela Lopes, do Jornal O Dia

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