Índice de pobreza do Piauí reduze 6,8% em 2020, aponta IBGE

Em 2020, 1,2 milhão de pessoas viviam com menos de R$452 por mês. Em 2019, 45,9% da população ganhava esse valor

03/12/2021 11:23h - Atualizado em 03/12/2021 11:35h

Compartilhar no

No Piauí, em 2020, aproximadamente 1,2 milhão de pessoas viviam com menos de R$452 mensais, ou US$5,5 por dia, conforme os parâmetros do Banco Mundial para definir a condição de pobreza. Isso equivale a cerca de 38,4% da população do Estado, uma redução de 6,8% contra 45,2% registrado em 2019, de acordo com a Síntese dos Indicadores Sociais (SIS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os valores referentes à linha de pobreza não podem ser convertidos usando a taxa de câmbio do mercado, mas sim o fator Paridade do Poder de Compra (PPC).

Aqueles em condição de pobreza no Brasil, que têm renda domiciliar per capita inferior a R$452 mensais, são aproximadamente 50,8 milhões de pessoas. Isso equivale a 24,1% da população brasileira, índice que é inferior ao constatado no Piauí (38,4%).

O Piauí detém o 10º maior indicador de pobreza entre os estados do Brasil. O maior indicador de pobreza é o do Maranhão (48,3%) e o menor indicador o de Santa Catarina (8,5%).

Em um exercício de simulação, onde não se considerasse quaisquer transferências governamentais de auxílio à população ao longo do tempo (auxílio emergencial, BPC, Bolsa Família etc), o nível do indicador de pobreza seria maior para o Piauí e teria aumentado, passando de 49% em 2019 para 52,1% em 2020, o que denota a grande importância dos programas de transferência de renda para a redução da pobreza.

Piauí possui o 5º maior percentual de pessoas em extrema pobreza

Além do indicador de “pobreza”, temos ainda o de “extrema pobreza”, segundo o qual, em 2020, aproximadamente 311 mil pessoas estavam nessa situação no Piauí. Isso significa que 9,5% da população do estado vivia com rendimento domiciliar per capita mensal inferior a R$156, ou US$1,9 por dia, conforme critério adotado pelo Banco Mundial para definir a condição de “extrema pobreza”. Em 2019, esse indicador no Piauí havia sido maior, da ordem de 14,6%. Os valores referentes à linha de extrema pobreza não podem ser convertidos usando a taxa de câmbio do mercado, mas sim o fator Paridade do Poder de Compra (PPC).

O estado do Piauí possui o quinto maior percentual de pessoas em extrema pobreza, atrás apenas do Maranhão (17,8%), de Alagoas (14%), do Acre (13,9%) e do Ceará (13,4%%). O estado com menor proporção de pessoas em extrema pobreza é o Mato Grosso do Sul (1,7%).

(Foto: Arquivo ODIA)

Num exercício de simulação, onde não se considerasse quaisquer transferências governamentais de auxílio à população ao longo do tempo (auxílio emergencial, BPC, Bolsa Família etc), o nível do indicador de extrema pobreza seria maior e teria aumentado no Piauí, passando de 21,8% em 2019 para 25% em 2020, evidenciando mais uma vez a importância dos programas de transferência de renda para a população mais necessitada.

Os resultados apresentados na Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE abrange ainda outros temas como: mercado de trabalho, educação, habitação e saúde. O objetivo da SIS é contemplar a heterogeneidade brasileira sob a perspectiva das desigualdades sociais.

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!

Compartilhar no

Deixe seu comentário