Incêndios na região de Picos: bombeiros combatem fogo em assentamentos

Chamas ameaçaram creche e casas em Francisco Santos e Bombeiros chegaram a ficar sem água na viatura. Fogo próximo a hospital causou muita fumaça.

20/10/2020 07:37h

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incêndio de grandes proporções que devasta a área de vegetação da região de Picos vem se alastrando e agora ameaça quatro assentamentos localizados próximo a Pio IX. O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas e os trabalhos já duram semanas, só que as condições de tempo têm dificultado as ações de combate e não só elas.

As comunidades ficam em áreas mais afastadas da cidade, o que complica também na comunicação das guarnições com o comando de operações. “Não temos comunicação por celular, o que nos deixa isolados e reféns das informações da base para que possamos mandar apoio. Mas estamos conseguindo fazer um trabalho integrado e estamos protegendo as casas que estavam sendo ameaçadas junto com os populares e o maquinário disponibilizado pela prefeitura”, explicou o tenente Hamylton Lemos, comandante dos Bombeiros de Picos.


Foto: Reprodução

De acordo com ele, há pelo menos quatro assentamentos ameaçados pelo fogo, dentre os quais o Povoado Torrões e Volta do Morro. No dia de ontem (19), uma creche chegou a ser ameaçada pelas chamas no município de Francisco Santos, mas o fogo foi controlado e a situação já se encontra dentro da normalidade. Mas o que chamou a atenção foi que o Corpo de Bombeiros precisou da ajuda de populares para conseguir água para apagar o fogo.

“Em certos locais, a água é escassa. Então nesse combate às chamas, tivemos que encher nossa viatura com ajuda de populares na captação de água com baldes”, relatou o tenente Hamylton. Ainda ontem (19), os bombeiros foram acionados também para conter um incêndio que ameaçava chegar próximo ao Hospital Regional Justino Luz, em Picos. 

A unidade atende a pacientes com covid-19 e as equipes tiveram que agir com rapidez para evitar não apenas que as chamas se alastrassem, mas também para conter a fumaça que poderia ser inalada pelos pacientes e prejudicar o tratamento.

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Por: Maria Clara Estrêla

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