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Governo implanta sistema de classificação de risco de presos

O sistema será implantado pelo governo o Sistema de Informatização de avaliação risco na Penitenciaria de Altos.

19/06/2019 17:18h

O modelo vai fortalecer o papel de cada órgão de Segurança e Justiça do estado. A decisão de unificar a segurança pública foi debatida entre os departamentos responsáveis e o governador Wellington Dias, nesta quarta-feira, 19, no Palácio de Karnak.

A medida propõe que Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público e Secretaria de Justiça, trabalhem de forma integrada, como explica o secretário de Segurança Fabio Abreu, “com isso, teremos a oportunidade de, por exemplo, atribuir à pessoa que foi detida uma nota com relação a sua condição e vamos destiná-la, de modo que não tenha contato com outros que tenham um nível diferente daquele enquadramento que foi pré-estabelecido”, explica.

Além disso, o sistema vai possibilitar políticas criminais diferenciadas. “O novo sistema é um modelo adotado em outros países que têm uma realidade diferente da do Brasil, portanto é um desafio para o Piauí, mas acredito que com a política de ressocialização que esse modelo traz, o nosso estado será exemplo para o Brasil e mundo”, destacou Wellington Dias.

A delegada Eugênia Villa, relembra que este já um direito de qualquer cidadão, “detentos de riscos diferentes não devem se misturar, como consta na Constituição, na Lei de Execução Penal e em todos os protocolos internacionais. Nosso trabalho é coordenar essas ações e unir ciência, tecnologia e o caráter humanitário para cumprimento da pena e tratamento do preso provisório”, pontuou.

O objetivo agora é arrecadar fundos para implantação efetiva da classificação de risco, “uma pessoa que vive do crime não pode ter contato com uma pessoa que rouba, eventualmente, uma comida ou um utensílio, pois a probabilidade desse detento de baixo risco sair como um profissional do crime é grande. É um modelo que, sem dúvidas, apresentará resultados positivos e diminuirá a criminalidade no futuro”, concluiu o coronel Lindomar Castilho.

Edição: Adriana Magalhães
Por: Sandy Swamy

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