Fumantes: piauienses podem gastar R$107 milhões em 2021

A classe D/E gastou R$40,4 milhões em produtos relacionados ao fumo este ano.

24/08/2021 11:06h - Atualizado em 24/08/2021 11:10h

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Segundo uma estimativa do IPC Maps, especializado em potencial de consumo, até o final de 2021, os piauienses terão gastado cerca de R$ R$ 107,4 milhões com fumo, um aumento de 6,1% em relação ao ano de 2020, no qual o Piauí teve um gasto de R$ 101 milhões nesta categoria.

Em 2019, os gastos dos fumantes piauienses foram de R$166 milhões. Isso representa uma queda de 39% em relação ao ano seguinte. Porém, quando consideramos os últimos dois anos (2019-2021), vemos que a variação foi menor, de 35,5%.

Quando observamos os dados, vemos que a classe D/E gastou R$40,4 milhões em produtos relacionados ao fumo em 2021. A classe também lidera em gastos nos anos de 2020 (R$ 34,9) e 2019 (R$53,1).

O Brasil teve um crescimento de 16% nos gastos relacionados a fumo em 2021, se comparado com o ano passado. De acordo com o estudo, embora de 2019 para 2020 a categoria tenha apresentado queda de 5,4% (totalizando R$18,1 bilhões), a previsão é de que o consumo no setor ultrapasse R$21 bilhões em 2021, o que representa 0,45% do orçamento familiar.

Neste cálculo, são levadas em conta as despesas com cigarros, charutos, fumo para cachimbo, fumo para cigarros e outros artigos para fumantes, como fósforos, isqueiros etc.

(Foto: Banco Mundial/ONU)

Para Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps, “apesar da pandemia estar em curso e do brasileiro ter reduzido suas despesas em alguns itens de consumo, infelizmente as despesas com fumo continuam em alta, o que é um sintoma de que o vício e o prazer superam qualquer adversidade”.

Procura por tratamento ao tabagismo diminuiu na pandemia

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a pandemia do novo coronavírus fez a procura pelo tratamento para deixar de fumar cair em 2020. No primeiro quadrimestre do ano passado, houve queda de 34% nos atendimentos comparado ao mesmo período de 2019.

Mas foi no período de maio a agosto de 2020 que ocorreu a maior queda na procura com uma redução de 79%. Esse intervalo de tempo foi marcado pelo agravamento da pandemia, com absorção total das unidades de saúde atendendo os casos de covid-19, além de ser um momento em que a população evitava o comparecimento aos estabelecimentos de saúde, bem como sair de casa.

Essa junção de fatores fez reduzir a oferta e demanda pelo tratamento do tabagismo. Os dados constam do relatório Tratamento do Tabagismo no SUS Durante a Pandemia de Covid-19 – Resultados, elaborado pelo INCA, e que será apresentado dia 25, durante a cerimônia de abertura das comemorações do Dia Nacional de Combate ao Fumo 2021 (29 de agosto).

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