Frota de carros de Teresina quase triplicou nos últimos 10 anos

Teresina possui, atualmente, mais de 360 mil veículos, somando os carros mais de 160 mil unidades

18/05/2014 09:27h

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Segundo o prefeito Firmino Filho, a cidade não está preparada para suportar a quantidade de carros que hoje circulam por suas vias. Com quase metade da frota de veículos de todo o Piauí, 44%, segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Piauí (Detran/PI), Teresina possui, atualmente, mais de 360 mil veículos, somando os carros mais de 160 mil unidades. Somente nos últimos 10 anos, a quantidade de carros quase triplicou, com 140% de aumento.

Esse crescimento aconteceu por motivos específicos, mas simples: quanto pior a qualidade do transporte público, maior o desejo do cidadão de ter um carro próprio. No caso do Brasil, particularmente, com incentivos do Governo Federal nos últimos anos, como a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), dentre outros, o preço dos carros caiu e ter um automóvel se tornou possível a uma parcela maior da população, que passou a comprar.

Em cinco anos, de 2008 a 2013, a indústria automotiva brasileira teve um crescimento de mais de 16%, de acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Ainda segundo o levantamento, mesmo com a desoneração tributária, o Brasil teve um aumento de R$ 3,6 bilhões na arrecadação com a venda de carros. O aumento da produção de veículos compensou a perda no recolhimento de tributos. Em Teresina, isso não foi diferente.

Cenário raro há alguns anos e símbolo de grandes cidades brasileiras, como São Paulo, enfrentar engarrafamentos na capital piauiense, mesmo em escalas bem menores, tem sido comum, mesmo fora dos horários de rush. Sinônimo de desenvolvimento e crescimento para alguns, o aumento rápido na frota de veículos gera problemas estruturais, para o meio ambiente e a queda no índice de qualidade de vida de uma cidade está diretamente ligada a essas questões. O prefeito comenta que o ideal é que o crescimento de Teresina não esteja mais baseado em um aumento desordenado da quantidade de carros.

“Um dos maiores problemas para a mobilidade de Teresina é que a cidade não foi preparada para a quantidade de carros que ela recebeu nos últimos anos. A cidade não tem condições de gerar infraestrutura para a quantidade de automóveis que possui. A solução para isso é rever o nosso tipo de crescimento, que não pode mais ser baseado em carros, tem que ser baseado em transporte coletivo”, destaca.

Confira a matéria na íntegra na edição deste domingo do Jornal O DIA

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Por: Maria Romero

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