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Feirão do SPC pode ‘limpar o nome’ de mais de 100 mil teresinenses

Negociação vai até o dia 15 de dezembro, oferecendo descontos que podem chegar a até 90%.

22/11/2019 06:47h - Atualizado em 25/11/2019 19:10h

Em Teresina, cerca de 113.346 consumidores se consideram endividados, destes 25.381 atrasaram os débitos e 4.884 não têm condições de pagar. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).



Leia também: Mutirão de dívidas “Limpa 2020” começa nesta quinta-feira (21) 


Para que os consumidores quitem essas dívidas, o SPC Brasil lançou o primeiro feirão on-line de negociação que começou ontem (21) e vai até o dia 15 de dezembro. Na Capital, o consumidor pode ir até lojas como Armazém Paraíba, Credishop, Pintos, Lojas Viana, Lojas Dragão e outros estabelecimentos que estão participando do feirão para ter atendimento presencial. 

É possível ainda fazer um cadastro no site www.spcbrasil.org.br/feirao. O consumidor vai receber a confirmação de autenticidade e tem a opção de consultar o seu CPF gratuitamente, para verificar se há pendências e se estão disponíveis para renegociação dentro do próprio site. Além disso, é possível acompanhar o andamento da negociação e realizar o download do boleto.


Feirão do SPC pode ‘limpar o nome’ de mais de 100 mil teresinenses - Foto: O Dia

De acordo com o superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Teresina (CDL), Ulysses Morais, esta é uma ótima oportunidade para os teresinenses ‘limparem o nome’ e começarem 2020 sem dívidas. Os descontos podem chegar a até 90%. O feirão também vai beneficiar o lojista a diminuir a inadimplência, pois as dívidas são um dinheiro que não existe.

“Estamos vivendo um momento econômico promissor, de otimismo moderado, onde está havendo uma entrada de recurso no mercado através do FGTS e do 13° salário. Por isso, o SPC Brasil criou o feirão para aproveitar o ambiente positivo, inclusive com a redução de juros, que poderá ser mais baixa até o fim do ano”, argumenta Ulysses Morais. 

Segundo o SPC Brasil, o volume de consumidores com contas em atraso cresceu 1,58% no mês de outubro quando comparado com o mesmo período do ano passado. A maior parte das dívidas (53%) no país está ligada a instituições financeiras. Já o comércio responde por uma fatia de 17% do total dos débitos, enquanto o setor de comunicação por 12% e as contas de água e luz por 10%.

A auxiliar administrativa Renata Lima, de 28 anos, diz que tem muito medo de que seu nome vá para o sistema do SPC, pois ela gasta cerca de 40% a mais do que o seu salário. E para conseguir fechar as contas do mês, é preciso pedir cheque especial todo mês.

“É uma bola de neve, toda vez que quito o cheque especial aparece algo que me obriga a pedir novamente. Eu quero aproveitar o 13° salário para tentar pagar minhas contas. Mesmo assim, não será o suficiente. Eu sou muito gastadeira, não consigo me controlar”, explica Renata Lima.

Por: Sandy Swamy, do Jornal O Dia

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