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Fé reforça a tradição do uso de azul e branco durante o mês de maio

Fieis explicam os motivos que os levaram a cumprir e manter este ritual de homenagem e agradecimento à Maria, mãe de Jesus

10/05/2019 11:41h

O mês de maio é também o mês das mães e homenageia Maria, mãe de Jesus Cristo, na simbologia do azul e branco. Estas cores, inclusive, são adotadas por muitos devotos ao longo deste mês como reverência e agradecimento à alguma graça alcançada por intermédio de Nossa Senhora.

Na igreja católica, a simbologia em torno do mês de maio surgiu no Hemisfério Norte, por volta da década de 1960. Com a chegada da estação das flores, a imagem de Maria vem enquanto primavera, que precede o renascimento de tudo. Segundo o padre Leonildo Campelo, da paróquia de São Pedro Apóstolo, Nossa Senhora representa muito para Jesus Cristo e também para os seus fieis, o que justifica a devoção e a fé a ela atribuídas. 

“Esse mês é importantíssimo, pois Maria representa muito na vida de seus fiéis para realizar tudo o que Cristo fez, e tudo o que ele pede de nós. Ela é o sim para Deus e tem um papel fundamental na história da salvação. Ela estava presente no primeiro e no último milagre de Jesus Cristo e é nossa intercessora junto ao Pai. Temos uma imagem concreta de Maria, a pessoa que mais viveu do evangelho, que se fez serva do senhor e, por meio dela, Cristo vem habitando no meio de nós”, explica o padre. 

A professora Conceição Lima usa azul e branco há mais de 20 anos em agradecimento. Ao enfrentar um problema de saúde, ela pediu a intercessão de Nossa Senhora e teve seu pedido atendido. Desde então, mantém essa tradição. 

“Tive um cisto no seio durante a amamentação da minha segunda filha. O médico disse que, assim que eu parasse de amamentar, precisaria fazer uma cirurgia. Me apaguei à Nossa Senhora e fiz essa promessa. Acredito muito nela, ela é a mãe de Jesus, mãe de toda humanidade. Quando você tem fé e conversa muito com ela, você é atendida”, relembra.

Depois da graça alcançada, Conceição aumentou sua fé em Nossa Senhora. Para ela, usar azul e branco é uma forma de retribuir e homenagear. “Peço pra ela me ajudar, me proteger e ela sempre me escuta. Minha fé está bem maior, agradeço todos os dias, até pelas coisas que não são tão boas. Como já tenho essa tradição, já tenho muita roupa azul e branco, então chega o mês e uso”, acrescenta. 

Comércio

Atentas às tradições deste período, algumas marcas apostam em coleções de roupas especiais. Nome à frente do setor de criação de uma marca local, o estilista Lázaro Feitosa conta que a produção de itens em tons de azul e branco começou ainda no mês de abril. Para este ano, além de peças básicas, a marca também apostou em estampas e em looks atemporais, tudo para oferecer uma variedade ainda maior para quem mantém essa tradição.

“Todo ano, a gente produzia algumas peças, mas observando a alta demanda e atendendo ao pedido das clientes que, tanto nas lojas como nas redes sociais, solicitavam peças diferentes nessas cores, fizemos uma produção maior e começamos a disponibilizar as roupas azul e branco no dia 15 de abril, e já está quase esgotando. Colocamos muitas opções de estampas e também peças básicas. São roupas atemporais, que nunca saem de moda, mas que dá um leque maior de opções para quem veste apenas essas duas cores”, frisa Lázaro.

Santa Rita de Cássia também desperta devoção 

O mês de maio também é especial para os devotos de Santa Rita de Cássia. Além das homenagens à Nossa Senhora, nesse período também é lembrada, no dia 22 de maio, Cássia, a monja agostiniana da diocese de Espoleto, na Itália. Ela foi beatificada em 1627 e canonizada em 1900 pela Igreja Católica. Foi uma pessoa de muita fé e que salvou da peste o cunhado apenas pela oração. 

Rita de Cássia Prado Burgos, além de carregar o nome da santa também é devota. Católica praticante, ela mantém a tradição de homenagear a santa através do uso de roupas pretas - cor de destaque dos trajes da monja - há pelo menos quatro anos. A intenção é agradecer pelas graças diárias. Junto a esse hábito, ela mantém uma rotina de orações e entrega que se estende para além desse período. 

“Esse ritual, para mim, é mais uma homenagem do que uma promessa em si. A restrição da roupa funciona como um sacrifício, algo que você abre mão para dizer ‘eu me importo com isso’. Paralelamente ao vestir modificado, há todo um mês voltado para a oração e entrega. Sou católica praticante, me inspiro na vida dos santos, que foram pessoas que tiveram seus desafios, seus projetos e uma vida da fé. A minha santa é a santa que deu origem ao meu nome, uma mulher persistente e resiliente, que fez muitos sacrifícios durante sua vida na Itália, no século XIV”, conta.


Edição: Virgiane Passos
Por: Yuri Ribeiro

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