Os piauienses que fazem um Estado novo, moderno e bonito

As histórias de um povo que faz diferente no Piauí.

18/10/2013 18:01h - Atualizado em 19/10/2013 21:43h

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Um novo Piauí, o Estado que abre suas portas, de maneira ainda tímida para novos cenários e tecnologias. Games, street art, moda, música e esportes com acessibilidade são os novos campos que estão se destacando neste Piauí moderno e que a equipe de O Dia mostra para você neste 19 de outubro.


Sertão. Um cenário de muitas histórias, lembrado pela seca, pela vegetação formada muitas vezes por plantas espinhosas, pelo ritmo animado de sua música e a força de seu povo. Em busca de levar um pouco da nossa Terra para o mundo dos jogos, nasceu a Sertão Games, uma produtora de jogos genuinamente piauiense. 

Inspirados no período do cangaço, a equipe da Sertão criou um jogo que leva o mesmo nome deste momento histórico do Nordeste.  Ao mergulhar nesse mundo, você pode viver aventuras como Virgulino Ferreira - o Lampião, traçar estratégias de sobrevivência no sertão e ao mesmo tempo ser embalado pela trilha sonora nordestina, inserida no game.

Veja todas as matérias da série "As Novas Faces da Piauiensidade" pela TV O DIA. 

Segundo Wan Souza, lead designer e Carlos Henrique, músico responsável pela trilha sonora dos jogos, o Cangaço já adquiriu mais de dez mil jogadores, sendo que alguns deles encontram-se na Europa, Canadá e Estados Unidos.Os piauienses pretendem atingir outras plataformas e expandir ainda mais o seu trabalho.O jogo pode ser acessado através do link http://cangaco.com/.

Fotos: Jailson Soares/ O Dia


Wan Souza e Carlos Henrique da Sertão Games

“Apesar de ser uma área relativamente nova, nosso Estado está bem receptivo à nossa área de atuação.Essa abertura pode ser notada através de eventos e oficinas que estão ocorrendo cada vez com mais frequência e assim, podemos estimular as pessoas a desenvolverem seus jogos. Estamos tentando difundir e fazer crescer esse mercado no Piauí”, conta Wan.

Pinturas e grafites

street art, ou arte das ruas é um segmento considerado jovem no Piauí. O grafite, a forma mais conhecida dessa manifestação artística começou a ser explorada há aproximadamente dez anos. Apesar de mostrar perspectivas e ter traços muito diferentes no seu trabalho,o grafiteiro ainda é muito confundido com o pichador.

O grafiteiro WG afirma que o grafite é a "deselitização" da arte, pois quebra oglamourdas artes plásticas e, por conta disso o piauiense está se rendendo e curtindo.Para ele, seu trabalho alegra a cidade que está ficando cada dia mais cinza.


Grafiteiro WG

Hudson Melo explica que há apenas três anoso grafite realmente começou a ser explorado, de fato, na capital piauiense."A internet, através das redes sociais, em especial o Instagram, tem ajudado bastante o nosso trabalho. É como se fosse uma exposição 24 horas por dia. No Piauí há muitos artistas bons e essa visibilidade tem aberto muitas portas",diz.

Para compor suas obras, Hudson procura inspirar-se em suas raízes. "O trabalho na rua é diferente do feito nas telas. No grafite, ele é mais selvagem e tropical. Nas telas a presença do Piauí é marcante. Procuro retratar pessoas sentadas na calçada, pipas enroladas nos fios, cachorro no meio da rua, coisas que vemos muito por aqui. O Piauí é a minha substância base", disse.


Hudson Melo

Modelos piauienses pelo mundo

'Um celeiro de gente bonita', descreve o booker da The Was Model Management, Marcello Nogueira. Meninas como Laís Ribeiro e Vanessa Damasceno, que se destacam nas passarelas nacionais e internacionais são piauienses legítimas. Os holofotes da moda estão acesos,os profissionais prontos para se lançarem e o grande desfile começou. A moda é uma área em ascensão neste Piauí moderno e aberto a novas tendências.


Marcello Nogueira, da The Was Model Management


Romeu Melo, da Model Agence

"O futuro é promissor e acredito que logo, logo nós seremos um pólo de moda", conta Romeu Melo, booker da Model Agence. Para ele, após a descoberta da top Laís Ribeiro, os outros estados estão olhando com carinho para o Piauí. 

O que está faltando, de acordo com Valmira Cerqueira, proprietária da Milayne Models, é um investimento maior por parte da sociedade e do mercado, pois o potencial das piauienses é alto.


Valmira Cerqueira, da Milayne Models

Pop rock instrumental piauiense

Wake up,killer!, ou apenas WUK, a banda começou nos moldes tradicionais. Um grupo de amigos com interesses e gosto musicais em comum. O que há de moderno? O estilo pós-rock instrumental. O som experimental é cada vez mais aceito e conquistou uma plateia fiel às apresentações do grupo. 

Outro ponto que destaca a WUK das demais é o fato de usarem vídeos com conteúdo abstrato, para fazer com que o público interprete por si o significado das canções. Além disso, o título das músicas são escolhidos de forma aleatória ao processo de criação.


Caio Bruno e VJ Má Companhia, da WUK

Num Estado onde as raízes nordestinas são bem cultivadas no cenário musical, o grupo conquista cada vez mais fãs, que estão interessados em algo novo e diferenciado. "Ficamos muito felizes, não imaginava que teríamos essa repercussão. O público se faz presente em todos os shows que organizamos. Além do que muitas bandas novas já nos disseram que somos inspiração para elas. Isso é gratificante", comenta Caio Bruno, baixista. 

Segundo Narciso, ou VJ Má Companhia, responsável pela criação e manipulação das imagens utilizadas nos vídeos, a WUK se preocupa com as apresentações, para fazer com que as pessoas se aproximem ainda mais dos músicos, fortalecendo assim, os laços entre a banda e o público.

Piauienses campeões

Nascida da deficiência dos esportes considerados normais, a Federação Piauiense de Esportes para a Pessoa com Deficiência (FEPEPD) promove a inclusão e integração às mais diversas modalidades de para desporto aos portadores de necessidade especial.

Carlos Roberto Cavalcante, presidente da federação, conta, orgulhoso, as conquistas dos seus atletas. Um está integrando a seleção brasileira de basquete e outros dois foram convocados para a seleção Nordeste.


Carlos Roberto Cavalcante, da FEPEPD

Basquete, atletismo, tiro esportivo e natação são as modalidades que são trabalhadas pela equipe da FEPEPD. Há da parte dos atletas responsabilidade e comprometimento. "Sabemos que o transporte com acessibilidade ainda é algo complicado, porém, se marcamos alguma atividade em um local diferente, eles me ligam para saber onde estou, pois eles já chegaram. Esse interesse, porém, nem sempre é visto nos times onde há pessoas com nenhum tipo de deficiência", relata Carlos Roberto.

O Piauí atualmente participa das paraolimpíadas escolares e inclusive, já conquistou medalhas. Para Carlos as expectativas em relação aos paratletas são as melhores. Ele acredita que mais talentos irão surgir e se destacar no cenário esportivo piauiense e brasileiro.

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