Fábrica de cimentos fecha as portas em Fronteiras e demite funcionários

Pelo menos 200 pessoas foram pegas de surpresa com o comunicado da Itapissuma S/A, de que deixará de operar temporariamente no Estado.

06/03/2017 16:27h - Atualizado em 06/03/2017 17:58h

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Pelo menos 200 funcionários da Itapissuma S/A, fabricante de cimento hidráulico, foram pegos de surpresas nesta segunda-feira (06) ao chegarem para trabalhar e encontrarem um comunicado informando que a empresa está suspendendo temporariamente suas atividades na fábrica localizada na Fazenda Monte Alvão, no município de Fronteiras.

No comunicado, a empresa alegou que a interrupção das operações se dá devido à crise econômica que assola o país, em especial o setor da construção civil. A Itapissuma S/A alega ainda que teve uma queda de 80% em suas vendas, o que tornou momentaneamente inviável a manutenção de seu funcionamento.

A Itapissuma S/A é uma empresa de capital privado, foi fundada em 1978 e há 39 anos se destaca como produtora de cimento hidráulico e possui 44 fábricas espalhadas pelo Brasil. Atualmente a fábrica, que produz os cimentos Nassau, empregava pouco mais de 200 funcionários na região de Fronteiras.

No comunicado, a Itapissuma pediu que seus funcionários comparecessem ao Clube Nassau, sede da empresa, para poder receberem a comunicação oficial de suas dispensas. A empresa declarou ainda que tão logo os efeitos da crise econômica sejam amenizados, sua fábrica em Fronteiras deve retomar as atividades, mas não deu nenhuma previsão para que isso ocorra.

Fábrica fechada no dia hoje

O PortalODia.com entrou em contato com a sede da Itapissuma na Fazenda Alvão e foi informado de que o local estava fechado e sem nenhum funcionário que pudesse falar no momento. Apenas um vigilante, que se identificou como Brito, disse que estava em seu posto de trabalho “cumprindo com sua função, mas que o comunicado estava lá para quem quisesse ver”. Questionado sobre a situação da fábrica, ele limitou-se a dizer apenas que “foi pego de surpresa”.

A reportagem procurou a assessoria da Itapissuma, em Recife, mas foi informada de que apenas a diretoria se pronunciaria sobre o assunto. A reportagem procurou a diretoria, mas seus representantes estão viajando e não foram encontrados.

Leia o comunicado na íntegra

Governo diz que vai interferir

O governador Wellington Dias declarou na tarde desta segunda (06), que vai abrir diálogo com o diretor da empresa produtora de cimento, Itapissuma, que comunicou em nota, a suspensão das atividades no município de Fronteiras.

Em depoimento, Wellington garantiu que vai receber o diretor Leonildes Alves, e pretende buscar condições necessárias para que a empresa continue operando. “Fui comunicado que a empresa iria suspender suas atividades por 180 dias, e que em outras regiões ocorreram alguns incidentes. O Governo do Estado nesse momento busca formas para garantir que essa empresa continue operando normalmente, e que seu possível fechamento não afete famílias com o desemprego”. 

Ainda segundo o governador, existe um programa de fundo de aval, que é um mecanismo utilizado para concessão de garantias complementares à contratação de operações de crédito para financiamento de investimentos pelas empresas junto às instituições financeiras. Os fundos de aval podem ser formados com recursos de entidades públicas e privadas, que fomentam o desenvolvimento de micro e pequenas empresas que têm dificuldades no acesso ao crédito em função de não possuírem garantias suficientes à contratação de operações de crédito.

Em comunicado, a empresa informa que a partir do dia 06 de março de 2017, estará suspendendo temporariamente seus serviços em sua fábrica de cimento localizada na Fazenda Monte Alvão, município de Fronteiras. Segundo a empresa, tal suspensão deve-se ao agravamento da crise econômica que assola o país, em especial o ramo da construção civil. 

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Por: Maria Clara Estrêla

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