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Entidades manifestam contra a reforma da Previdência em Teresina

Segundo os manifestantes, o protesto tem como objetivo promover uma frente de mobilização contra a reforma aprovada pelo Congresso Nacional.

12/07/2019 10:53h - Atualizado em 12/07/2019 12:58h

Na manhã desta sexta-feira (12) aconteceu no Centro de Teresina a mobilização de diversas categorias contra a reforma da Previdência, cujo texto-base foi aprovado no Plenário da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (10). O ato foi concentrado em frente ao prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na Praça da Bandeira, e contou com a presença de várias centrais sindicais e trabalhadores. Os manifestantes dialogaram com a população e coletaram assinaturas em um abaixo-assinado contra a reforma a ser enviado ao Congresso Nacional. 

Foram coletaram assinaturas em um abaixo-assinado contra a reforma a ser enviado ao Congresso Nacional. (Foto: Divulgação/Sindserm)

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm), Sinésio Soares, o ato desta sexta-feira é a continuidade de um processo iniciado ainda no mês de fevereiro pelas centrais sindicais com a mobilização contra a reforma previdenciária. 

Entidades manifestam contra a reforma da Previdência em Teresina. (Foto: Divulgação/Sindserm)

“Nós estaremos com um ato lá em Brasília e fazendo esse registro aqui com a coleta de assinaturas contra a reforma da Previdência, nos preparando para estarmos lá no segundo turno [votação no Senado], para não permitir que esses que disseram ser eleitos para nos representar, estejam defendendo o direito dos ricos”, finaliza Sinésio Soares.

Segundo os próprios manifestantes, o protesto tem como objetivo promover uma frente de mobilização contra a reforma aprovada pelo Congresso para impedir que o texto passe em votação no Senado Federal. Um dos principais pontos questionados pelos manifestantes diz respeito ao tempo de contribuição e idade mínima para diversas categorias, em especial os professores. Pela nova regra, os docentes passarão a se aposentar com idade mínima de 60 anos para homens e 57 para mulheres. 

Entidades manifestam contra a reforma da Previdência em Teresina. (Foto: Divulgação/Sindserm)

“Não concordamos com quase nada do texto dessa reforma da Previdência. Por exemplo, as mulheres educadoras são muito prejudicadas, porque uma mulher se aposentar com 57 anos não é bom, é uma das coisas que somos contra. Porque hoje, nós mulheres educadoras, nos aposentamos com 50 anos de idade”, diz a sindicalista Paulina Almeida.

Durante o protesto, os manifestantes também se posicionaram contra a bancada piauiense, que, segundo eles, seriam “traidores do povo”, pois a maioria dos deputados federais piauienses votou favorável ao projeto de reforma. No dia da votação do texto-base, todos os 10 parlamentares compareceram ao Plenário e oito votaram a favor do texto. Apenas Rejane Dias e Assis Carvalho votaram contra, seguindo a orientação do Partido dos Trabalhadores (PT). 

Os manifestantes também se posicionaram contra a bancada piauiense. (Foto: Divulgação/Sindserm) 

“A bancada piauiense é traidora porque votou contra o direito da gente se aposentar. O projeto de reforma da Previdência já foi debatido ao longo dos meses e, em nenhum momento, nós conseguimos encontrar nele um artigo que venha a trazer melhorias para o trabalhador, só traz prejuízo. Quando um parlamentar é eleito, ele é obrigado a representar o Estado, o trabalhador e a população, não é para votar projetos que nos prejudiquem”, afirma o sindicalista Paulo Bezerra.

Por: Nathalia Amaral, com informações de Eliézer Rodrigues.

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