• SOS Unimed
  • Novo app Jornal O Dia
Carreira & Negocios

Empreendedora investe no seu talento para vencer o desemprego

A empresária aproveitou a "mão boa para doces" que herdou de sua família para investir no seu próprio negócio.

25/11/2019 06:59h - Atualizado em 25/11/2019 19:09h

Noelia Machado de 29 anos, é natural de Parnaíba e se formou há 7 anos em fisioterapia. A doceria chegou na sua vida através de um dom hereditário, e o apoio do marido que a fez acreditar que seria possível vender doces e bolos por prazer.

“A doceria foi uma atividade paralela, sempre gostei de fazer doce, e esse dom de cozinhar é de família. E eu dificilmente achava um doce que gostasse, os doces que vendiam eu comia e dizia ‘dava colocar mais outros ingredientes’ ou ‘diminuir o açúcar’. E quando eu conheci meu namorado (atual marido), eu querendo impressionar fiz um brownie, e ele começou a dizer que era muito bom, que eu tinha que vender. Até que teve um aniversário dele e eu fiz todas as coisas da festa e as pessoas ficaram encantas, e ele começou a dizer que eu fazia sem nenhum conhecimento técnico”, lembra Noelia Machado.

Depois da festa, Noelia conta que as coisas começaram a ficar difíceis para a fisioterapia. Que as encomendas de doces foram surgindo então para fugir do ócio da e depressão ela encarou o desafio.


Noelia Machado começou fazendo brownie para impressionar o namorado, hoje seu esposo e maior incentivador - Foto: Assis Fernandes/O Dia

“A confeitaria sempre me encantou mais nunca me imaginei fazendo isso, então o que me levou foi o desemprego na área da fisioterapia por mais de 4 anos. Por que quando você se forma acha que vai trabalhar e não foi assim. Então comecei a enfrentar uma depressão muito profunda, não só por causa disso, mas foi um dos gatilhos, então eu passava o dia dentro de casa ociosa, não quer sair, ver pessoas, e o habito de fazer os doces e os bolos me tirava daquela mesmice e me fazia ter um objetivo no dia e quando eu comecei a ganhar dinheiro com isso eu vi que poderia fazer outras coisas”, diz Noelia Machado.

Tudo começou com brownie, mas as pessoas também pediam bolo confeitado a Noelia. Então ela buscou se profissionalizar e se atualizar sobre as novidades do mundo dos doces. Em seguida, foi contratada por uma empresa e aproveitou a oportunidade para investir em equipamentos para a sua cozinha.

“Um ano depois que eu estava na empresa eu engravidei, e quando eu voltei da licença maternidade eles me dispensaram. E ai foi quando eu vi que fiz a melhor opção porque eu não me acomodei com a situação confortável que estava vivendo na empresa e investi na confeitaria por que u vi que tinha um dom. E resolvi ficar trabalho só em casa, e acompanhar o crescimento do meu bebe que está fazendo um ano. E uni o útil ao agradável. Consegui equipar minha cozinha, me qualificar e crescer no mercado aos poucos”, conclui Noelia Machado.


Mulheres estão à frente de 45% das empresas brasileiras 

No Brasil, 23,8 milhões de mulheres empreendem, já os homens representam 28,3 milhões dos que estão à frente das empresas. Mas este é um número animador pois, nos últimos dois anos, o mundo empresarial feminino subiu de 38% para 45%. Estes dados são do relatório especial produzido pelo Sebrae

Porém, as empreendedoras brasileiras têm um nível de escolaridade 16% a mais que os homens, mas ganham 22% menos do que os empresários. Desta forma, a palestrante e empreendedora Arlene Torres explica que empreendedorismo é o ato de perceber uma necessidade e buscar soluções em produtos ou serviço para atender a sociedade. 


“Ao falar de empreendedorismo parece que estamos todo tempo enaltecendo a mulher. Mas não é exatamente isso, primeiro é o fato de que a mulher não tinha esse protagonismo, muito comum entre os homens. Outra questão é que as mulheres quando empreendem costumam se conectar em rede e gerar uma evolução multa, que é a sororidade, o apoio e a conexão entre mulheres”, conta Arlene Torres.

Além disso, a palestrante ressalta que quando uma mulher empreende ela provoca impactos sociais. Por que o resultado é implantado na família e na sociedade. Pois historicamente a mulher tem dificuldade de inserção no mercado de trabalho. 

“Por isso quando uma mulher quer empreender a primeira coisa é descobrir um nicho de mercado, entender para quem a gente quer gerar solução. E ainda precisamos de se capacitar através de cursos por que por mais que estejamos bem preparadas, não é o suficiente. O tema é bem complexo, por que para cuidar de empreendimento precisamos conhecer de muitas áreas, se preparar e ter conhecimento nunca é pouco”, conclui Arlene Torres.



Por: Sandy Swamy, do Jornal O Dia

Deixe seu comentário