Eleição para desembargador: Hildeth Evangelista defende desburocratização no TJPI

Hildeth Evangelista pontuou que é preciso também a harmonização de decisões entre os desembargadores

27/09/2021 18:05h - Atualizado em 28/09/2021 10:21h

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A desburocratização dos processos que chegam ao Tribunal de Justiça do Piauí é uma das defesas da advogada Hildeth Evangelista, candidata ao cargo de desembargadora do TJPI pelo Quinto Constitucional da Advocacia. Ela foi a entrevistada desta segunda-feira (27) do O Dia News, da O Dia Tv, que sabatina com os candidatos ao cargo.

Hildeth Evangelista é formada em Direito e iniciou na advocacia no escritório do próprio pai. Foi aprovada em concurso públicos dos Correios, do Tribunal de Justiça do Piauí e da Defensoria Pública. Atuou durante seis anos como delegada da Polícia Civil do Piauí, onde ocupou o cargo de delegada-geral.


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A advogada citou a baixa produtividade do Judiciário piauiense, apontado pelos recentes levantamentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para comentar a necessidade da criação de fluxo processual que apresente celeridade e atenda as partes. “Esse é um grande desafio do Judiciário como um todo. Temos rankings que não colocam o TJ em uma posição muito cômoda. Temos que encontrar ferramentas que destravem esse fluxo processual. É preciso um grande gerenciamento para gerir os processos”, disse. 

Foto: Jailson Soares / O Dia

Hildeth Evangelista pontuou que é preciso também a harmonização de decisões no TJPI. Ele afirmou que existem decisões contraditórias entre gabinetes e há casos de decisões diferentes para casos idênticos proferidos por um mesmo desembargador.

A candidata defendeu ainda a representativa feminina no Judiciário piauiense. "Atualmente, no Tribunal de Justiça, só temos uma mulher na sua composição, a desembargadora Eulália (Pinheiro). Quando ela se aposentar, corremos o risco de não ter nenhuma mulher no TJPI; será o único da federação. Me disponho com esse olhar solidário, técnico, experiente, levando toda essa minha visão de quem vive do “outro lado do balcão”, que conhece as dores e as angústias dos jurisdicionados”, finalizou. 

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