Diretora discorda da interdição do Museu do Piauí

Dora Medeiros rebateu os argumentos de que o museu não apresenta os itens de segurança contra incêndio

05/02/2021 15:39h - Atualizado em 05/02/2021 15:52h

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A diretora do Museu do Piauí, Dora Medeiros, se posicionou contrária a decisão da Justiça que acatou um pedido do Ministério Público para a interdição do local. A gestora rebateu os argumentos de que o museu não apresenta os itens de segurança contra incêndio e não garante a integridade física de funcionários e visitantes. 

Dora Medeiros explicou que o local passou por melhorias recentemente, como a implantação de um sistema contra incêndio. “Nós temos um dos sistemas mais modernos que tem detector de fumaça, uma caixa d’água com 20 mil litros de água, hidrante. Temos para raio, extintores de incêndio recarregado dentro do prazo, segurança armada 24h”, disse em entrevista a O Dia Tv. 


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A diretora comentou que a interdição contraria os interesses do estado em manter o acervo aberto para que a população conheça a história do Piauí. “Nunca deixamos de fazer a conservação do acervo, a conservação do próprio Palácio. A gente  sabe da importância do Museu do Piauí. Estamos aqui com o acervo que conta a história do povo do Piauí. Nós temos a missão de preservar e cuidar”, comentou.

Dora Medeiros, diretora do Museu do Piauí (Foto: Assis Fernandes / O Dia)

A promotora do caso, Gianny Vieira, porém, disse que desconhece as melhorias apontadas pela diretora ao explicar que a ação foi instaurada no ano de 2018 e uma laudo expedido pelo Corpo de Bombeiros em julho do ano passado apontou a falta dos instrumentos de segurança contra incêndio

“No dia 5 de julho de 2020 essa comunicação chegou ao Ministério Público através de um laudo que foi expedido pelo Corpo de Bombeiros. O processo foi instaurado no MP no ano de 2018. A gente vem trabalhando e tentando resolver extrajudicialmente resolver essa questão. O objetivo é regularizar, observando as questões de segurança contra incêndio e pânico, que é uma situação constatada pelo Corpo de Bombeiros sua inexistência dessas adaptações técnicas”, afirmou. 

Gianny Viera esclareceu que recomendará o fim da interdição assim que o Procuradoria do estado consiga provar que as melhorias exigidas foram implantadas. 

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