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Dia das Mães: o amor deve ser de toda cor, inclusive azul

Mulheres relatam experiência da maternidade para criação de filhos com autismo.

11/05/2019 10:12h

A maternidade não tem início apenas com a gestação ou no nascimento de uma criança. Ela tem a ver, principalmente, com a escolha de acompanhar o desenvolvimento daquela nova vida que se afirmará no mundo. Para mães de crianças com autismo, muitas vezes, essa maternidade é estabelecida por mais de uma vez: no dia do nascimento do filho ou filha e na confirmação do seu diagnóstico, geralmente aos dois anos e meio de vida. Neste Dia das Mães, o Jornal O DIA traz relatos de mães de crianças com autismo que contam as alegrias e dificuldades desta missão. Na sociedade, elas não querem ser enxergadas com piedade, mas com respeito.

O Transtorno do Espectro Autista, ou TEA, engloba uma série de níveis que irão repercutir no desenvolvimento da criança, sejam por impactos leves, moderados ou severos. Um novo relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CD), dos Estados Unidos, divulgado no último mês, mostra um aumento de 15% no número de crianças que fazem parte do transtorno do espectro autista em relação aos dois anos anteriores. Atualmente, uma em cada 59 crianças (estimativas de 2014, divulgadas agora) nasce com o transtorno. Nos dados divulgados em 2016, contendo as estimativas de 2012, o número era de 1 em cada 68 nascimentos.

A progressão no número de pessoas com autismo, no entanto, não barra os preconceitos ainda ligados ao diagnóstico. Por isso, uma série de iniciativas tenta ampliar o conhecimento e reduzir o estigma em torno da condição. Em abril, foi comemorado o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O autista, muitas vezes, requer atenção constante e por esse motivo foi criada a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno de Espectro Autista através da Lei Federal nº 12.764, estabelecendo que pessoas com diagnóstico comprovado tenham direito a todas as políticas de inclusão, inclusive na educação, uma grande fronteira encontrada pelas famílias com filhos autistas.

Tendo como símbolo a cor azul e a fita feita de peças de quebra-cabeça coloridas, que representam o mistério e a complexidade do autismo, as ações de conscientização e inclusão avançam pelo mundo. Por mulheres, mães e familiares que sonham com uma sociedade de respeito e qualidade de vida para todos.


Por: Glenda Uchôa - Jornal O Dia

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