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Crianças e adolescentes precisam ter informações sobre o Covid-19

Organização Mundial da Saúde (OMS), em conjunto com o governo chinês, aponta que eles são vetores da doença.

21/03/2020 09:38h - Atualizado em 22/03/2020 10:32h

As crianças fazem parte do grupo menos afetado pelo novo coronavírus por razões ainda desconhecidas pelos cientistas. Mas em um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), em conjunto com o governo chinês, aponta que eles são vetores da doença.

Foto: coronavírus

Por este fator, a psicóloga infantil Valéria Macêdo acredita que é preciso informar as crianças e os adolescentes sobre o atual cenário, pois esta é uma forma de prevenção contra o vírus.

“É mito achar que as crianças não entendem. Elas não entendem como os adultos, mas é necessário explicar para elas o que está acontecendo, dizendo: ‘tem muita gente doente, essa é uma gripe que pode ser que alguém que  a gente conheça vai ficar gripado, e é por isso que a gente está em casa esses dias, para não ficar doente e não passar doença para ninguém´. Não precisa causar pânico na criança. E vai respondendo de acordo com que ela vai preguntando”, indica.

No estudo da OMS, verificou-se ainda que crianças com menos de 10 anos expostas ao vírus o contraíam na mesma taxa que os adultos, na faixa de 8%. O risco de contaminação é o mesmo. Já uma pesquisa publicada no The Pediatric Infectious Disease Journal revela que crianças e adolescentes respondem por apenas 2% das hospitalizações em razão do novo vírus. A maioria dos pacientes tinha alguma outra doença pré-existente.

Para manter os baixos níveis, Valéria diz que é necessário falar a verdade da maneira mais simples e tranquila, além de aproveitar o momento da quarentena para fazer as tarefas da escola, adiantar algum conteúdo. É possível que os pais se aproximem das crianças, inventar brincadeiras, pular corda ou elásticos, fazer brincadeiras antigas, jogar em jogos de tabuleiros e evitar eletrônicos para poder interagir com outras pessoas.

“Se alguma criança ficar nervosa, é preciso trabalhar a respiração, porque alguma hora ela vai escutar sobre a pandemia e tem que dizer que ‘nós moramos em um país, e outras pessoas moram em outros países. Pandemia quer dizer que pessoas no nosso país e outras estão com a mesma doença, então é necessário que a gente fique em casa. E que gripe a gente pega pela gotícula de saliva e a gente sem querer passa a mão na boca, no olho’, tem que ir explicando. Não é pra gente cria pânico”, conclui.

Edição: Adriana Magalhães
Por: Jorge Machado, do Jornal O Dia

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