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Cresce número de pessoas em situação de inadimplência no país

Os dados mostram que 40,4% da população adulta do país se encontra endividada.

14/06/2019 08:41h

O Brasil hoje possui 63,2 milhões de brasileiros com dívidas atrasadas e CPF negativado, representando 40,4% da população adulta do país. O dado, referente a abril, faz parte das informações divulgadas pela Serasa Experian e revela uma alta de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse é um patamar o recorde registrado desde o início da série histórica, iniciada em 2016. 

No levantamento, a análise dos dados por estados mostra que o maior o maior percentual da população adulta endividada é registrado em Roraima com 59,87%. Em seguida, estão Amapá com 52,4% e Amazonas com 50,6%. O Piauí está entre os três estados onde o indicie é menor, com 34,4%. Junto estão Santa Catarina com 33,1% e Paraíba com 33,6%. 

Para o economista Fernando Galvão, vice-presidente do Conselho Regional de Economia, um fator determinante para esse contexto econômico são as altas taxas de desemprego. Os indicies de pessoas em estado de desocupação afetam diariamente o aumento do número de inadimplentes. Isso porque impacta tanto para o empregador, que deixa de consumir, como para as empresas, que não recebendo, acabam enfrentando problemas no seu fluxo de caixa. 

“Com as altas taxas desemprego, onde as pessoas tem um comprometimento da renda, você tem menos consumo, menos venda e menos produção. A atividade econômica cai, e isso gera mais desemprego. Tudo reduz consideravelmente, desde a disponibilidade financeira das pessoas até a capacidade de consumo com base no crédito, porque o crédito se torna mais difícil e acaba gerando essa inadimplência”, explica Fernando. 

Muitas pessoas tem tentado driblar a situação de inadimplência desenvolvendo atividades produtivas dentro do mercado informal, é o que diz o economista. Ele destaca que as pessoas estão empreendendo por necessidade, principalmente na área de venda de alimentos. Além do empreendedorismo, Fernando recomenda a aqueles que se encontram em situação endividamento a busca por negociações e ainda o corte de gastos. 

“As pessoas tem que cortar inicialmente cortes supérfluos, se as dificuldades continuarem, trocar produtos mais caros por outros mais baratos. Infelizmente essa maré econômica ruim, de altos índices de desemprego, de baixo investimento das empresas, acaba piorando o cenário. Então é tentar negociar com credores, adiar prazos de pagamento das dividas, se possível”, lista o economista como recomendações. 

Fernando Galvão aponta que a taxa de inadimplência da população, relacionada a taxa de desemprego, dá inicio a um ciclo de desaceleração econômica. “Temos ai variáveis importantes comprometidas que é o consumo e os investimentos privados. Sair dessa ciranda recessiva é possível somente se o Estado intervisse mais na economia, injetando na economia através de investimentos, através de subsídios, de auxílios, no sentido de contribuir para um inicio de um ciclo de recuperação econômica mais robusto em que o mercado de consumo melhore”, explica.

Por: Yuri Ribeiro

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