Covid no Piauí: máscaras transparentes desenvolvidas na UFPI são testadas pela Anvisa

Os primeiros modelos das máscaras desenvolvidas serão para uso universitário e hospitalar

06/08/2020 09:52h

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Devido à pandemia do coronavírus, tornou-se obrigatório o uso de máscaras para reduzir a possibilidade de contaminação. No entanto, as máscaras opacas impossibilitam a leitura labial, fator importante na comunicação, principalmente para as pessoas que têm algum tipo de deficiência auditiva. Dessa forma, as máscaras transparentes, desenvolvidas por pesquisadores do Projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI), da Universidade Federal do Piauí (UFPI), que inclui o Hospital de Campanha Estadual (HCE), estão sendo testadas conforme os padrões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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“Estamos apresentando a máscara translúcida que permite leitura labial. É uma máscara ergonômica, facilita a usabilidade, não machuca e sua principal função é permitir a comunicação através da leitura labial. É um projeto desenvolvido na universidade que está aplicado aos projetos de pesquisa do Hospital de Campanha Estadual, por isso temos tido o empenho de fazer com que a máscara seja testada dentro dos conceitos que a Anvisa exige, para a sua utilização no combate a Covid-19", disse afirmou o Prof. Dr. Fábio Rocha, responsável pelo estudo. 

As máscaras transparentes irão ajudar especialmente pessoas com algum tipo de deficiência auditiva a fazerem leitura labial (Foto: divulgação/Ascom)

Ministério Público do Trabalho (MPT) apoiou financeiramente a fabricação de 500 máscaras que serão destinadas aos professores da UFPI e aos alunos do curso de Libras. Além disso, mais máscaras serão fabricadas para uso hospitalar. O estudo está na fase de testagem do último protótipo na Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) e apenas deverá ter acréscimos estéticos. 

“Desenvolvemos o nosso último protótipo buscando algumas funcionalidades para que fosse permitido a leitura labial de qualquer ângulo. O filtro foi deslocado para baixo, assim, conseguimos uma maior proteção. Além de ser um filtro de baixo custo, são discos de algodão, o que deixa a máscara economicamente mais acessível para todos”, explicou Fábio Rocha. 

O coordenador do Projeto de PDI, Prof. Dr. Joel Coelho Rodrigues, considera que as máscaras são fundamentais para humanizar o contato interpessoal de pessoas com necessidades especiais.

“Este estudo representa uma grande contribuição da Universidade Federal do Piauí, através do Projeto de PDI que suporta o Hospital de Campanha Estadual, para construir máscaras inovadoras que podem humanizar o contato interpessoal e favorecer a comunicação, sobretudo, de forma determinante para pessoas com necessidades especiais em termos auditivos”, frisa Rodrigues.

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O estudo também inclui alunos da UFPI, bolsistas do PDI, que estão contribuindo com o estudo e também se inserindo no meio da pesquisa científica. “Eu não conhecia diversos processos da fabricação que envolviam a máscara, como por exemplo, o desenvolvimento da máquina de termo vácuo. O projeto é muito importante e está agregando conhecimento para minha vida enquanto profissional, além de poder ajudar as pessoas nessa pandemia”, disse o Matheus Brandão, estudante de Engenharia Mecânica. 

Projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) 

O Hospital de Campanha Estadual (HCE) foi criado em caráter emergencial para tratar pacientes com Covid-19 no contexto de um Projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) liderado por pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e Coordenado pelo Prof. Dr. Joel Coelho Rodrigues, docente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica. 

Nesse contexto, estão sendo realizadas, no hospital, pesquisas científicas nas áreas de Medicina, Ciências da Computação, Engenharia Elétrica, Direito, Administração, Farmácia e Matemática. As pesquisas inovadoras contribuirão para o avanço da ciência e como base para o enfrentamento de futuras pandemias. A gestão técnica e administrativa do HCE, que integra o PDI, é uma parceria entre a UFPI, a Secretaria de Estado da Saúde (SESAPI) e a Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação (Fadex).

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Fonte: Ascom UFPI
Edição: Isabela Lopes

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