Covid-19: Wellington diz que usará a primeira vacina que for autorizada

Em uma solenidade de entrega de chips de internet nesta manhã, o governador afirmou que deve-se trabalhar com a necessidade do momento e que Brasil terá que ter mutirão.

23/11/2020 10:26h - Atualizado em 23/11/2020 10:41h

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O mundo assiste a uma corrida pela produção de uma vacina contra a covid-19 que seja eficiente e que tenha sua eficácia reconhecida pelas autoridades em saúde para poder ser aplicada em massa. No Brasil, os testes envolvem a vacina produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã, a vacina produzida em Oxford e a vacina da farmacêutica americana Pfizer em parceria com a russa Astrazêneca.

Independentemente da origem, o que o governo do Piauí pretende adotar no protocolo de imunização é a primeira vacina que for produzida e que tiver sua eficácia comprovada e autorização para aplicação recebida. Foi o que informou o governador Wellington Dias durante um evento para entrega de chips de internet para aulas remotas a estudantes da rede pública.

O chefe do Executivo Piauiense disse que discutiu recentemente com outros governadores sobre as chances de começar 2021 com uma vacina pronta. “Para nós governadores, é a primeira vacina que for reconhecida e autorizada, que tenha segurança na aplicação e eficiência. É essa que vamos adotar”, afirmou Dias.

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Foto: Agência Brasil

O governador mencionou justamente a vacina chinesa, que vem sendo alvo de controvérsias no Ministério da Saúde e Governo Federal, a vacina da americana Pfizer com a russa Astrazeneca, e a vacina desenvolvida pelo Universidade de Oxford, no Reino Unido. Esta última teve eficácia de 70% comprovada nos testes realizados nos últimos dias sem o registro de efeitos adversos nos voluntários que receberam as doses.

O maior desafior, segundo o governador do Piauí, é criar um plano de imunização que contemple a totalidade da população brasileira com rapidez e eficiência. “A orações que faço é que a gente possa abrir o ano em condições de o Brasil experimentar a vacinação contra a covid-19 para ver se até março a gente tem condições de um mutirão. Não será fácil vacinar 200 milhões de brasileiros, mas para que a gente possa ter uma saída, temos que trabalhar com a necessidade”, disse o governador.

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Por: Maria Clara Estrêla

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