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Correios do PI adere a greve nacional e reduz entrega de encomendas

Paralisação ocorre nos setores operacional e de entrega e postagem de encomendas. Movimento segue por tempo indeterminado.

11/09/2019 10:19h - Atualizado em 11/09/2019 16:22h

Quem espera receber encomendas nos próximos dias aqui no Piauí poderá ter um pouco de dificuldade para conseguir tem seu objeto ou bem em mãos. É que os funcionários dos Correios do Estado aderiram, nesta quarta-feira (11) à greve nacional dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Com isso, serviços de postagem e entrega ficarão reduzidos por tempo indeterminado.



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Além desse setor, o serviço operacional da empresa no Piauí, como, por exemplo, a separação e tratamento de encomendas, também ficará paralisado. A informação foi repassada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Piauí, Edílson Rodrigues.

Correios do Piauí aderiu à greve nacional da categoria e entrega de encomendas ficará reduzida - Foto: O Dia

A principal reivindicação da categoria é contra o que chamas de precarização dos Correios. “O governo federal tem precarizado o funcionamento da empresa e coloca isso como justificativa para a privatização, alegando que sustentar os Correios é inviável. Nós sabemos que não é bem assim. É um serviço essencial à população, tem um papel social muito grande, principalmente nas cidades do interior, e não pode ser passado para a iniciativa privada assim”, explicou Edilson.

Outro ponto que, segundo ele, tem causado insatisfação na categoria e levou à deflagração da greve, diz respeito à questão salarial. O presidente do sindicato comenta que o último aumento de salário realmente favorável que os funcionários dos Correios tiveram aconteceu em 2004. De lá para, conforme ela afirma, “houve apenas arrocho”.

Edilson Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, diz que desde 2004 a categoria não tem aumento salarial favorável - Foto: Elias Fontinele/O Dia

“Perdemos nosso poder de compra desde 2017, quando foi cortado dos nossos benefícios o plano de saúde. Nossa reposição salarial, ela não existe. Tivemos um aumento de 2,25% no ano passado, esse ano o índice inflacionário está passando dos 3,50% e a empresa ofereceu um reajuste de menos de 1%, ou seja, abaixo da inflação. Não tem ganho real”, disse o representante da categoria.

Além do Piauí, outros 36 sindicatos representantes dos trabalhadores dos Correios espalhados pelo Brasil também aderiram à greve por tempo indeterminado. No final da tarde de hoje, os funcionários da empresa aqui vão se reunir em assembleia para deliberar os rumos do movimento. A expectativa é que o movimento comece tímido, mas cresça em adesão por parte dos trabalhadores com o passar dos dias.

Em nota, os Correios afirmam que a greve não afeta os serviços de atendimento da estatal e colocou em ação o Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os danos à população. A empresa informou também que em um levantamento realizado nesta quarta (11) mostra que 82% dos servidores continuam suas atividades normalmente.

Confira abaixo a nota do Correios:

Nota dos Correios sobre a paralisação parcial de empregados

A paralisação parcial dos empregados dos Correios, iniciada nesta terça-feira (10) pelas representações sindicais da categoria, não afeta os serviços de atendimento da estatal.

A empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas.

Levantamento parcial realizado na manhã desta quarta-feira (11) mostra que 82% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente. No Estado do Piauí,67,95% dos empregados estão trabalhando normalmente.

Negociação — Conforme amplamente divulgado, os Correios estão executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nos quais foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa.

Vale ressaltar que, neste momento, um movimento dessa natureza agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal. Por essa razão, os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira.

Por: Maria Clara Estrêla

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