Comunidade Judaica no Piauí defende a violência como instrumento de paz

Líder piauiense comenta a guerra na Faixa de Gaza e diz que as mortes são inevitáveis na eliminação de alvos estratégicos.

01/08/2014 07:07h

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Desde junho deste ano, uma nova ofensiva tem provocado uma escalada de violência na Faixa de Gaza, território historicamente disputado por israelenses e palestinos. No Piauí, a Comunidade Judaica Netzariam Beitllvi Shalon tem acompanhado os conflitos e, para seu líder, a violência pode ser o meio para se conquistar a paz.

A nova onda do conflito foi iniciada após o sequestro de três jovens judeus na Cisjordânia, que fora atribuído ao Hamas (uma organização palestina que atua na Faixa de Gaza, como entidade filantrópica, partido político e braço armado), que negou a autoria da ação. A partir dos primeiros dias do mês de julho, iniciou-se uma série de ataques de ambos os lados.

Foto: Marcela Pachêco/O Dia

Elias diz que a comunidade judaica acredita que Israel não é uma nação belicosa, mas que persegue e busca a paz

Tantos israelenses quanto palestinos afirmam que a Faixa de Gaza é uma região sagrada. Para os israelenses, a região é dominada por invasores que fugiram de outras terras e lá se acomodaram. Por esse motivo, Israel quer “tomar o que um dia lhe pertenceu”. Por outro lado, os palestinos nunca tiveram seu próprio território e acreditam que aquelas terras lhes pertencem por direito.

Elias Shalon é formado em Comunicação Social, mas não atua na área. Responsável por representar uma das maiores comunidades judaica do Nordeste do Brasil, ele garante que todos os judeus que residem em Teresina estão apreensivos, mas acreditam numa amenização do conflito. Os contatos com os companheiros judeus residentes nas proximidades de Gaza têm sido feito constantemente através da internet.

“Estamos tranquilos, pois sabemos que Israel não é uma nação belicosa, mas que persegue e busca a paz. Está na hora de por um fim. Às vezes, um instrumento para por fim a violência tem que ser a própria violência, não digo que sempre. Não é a solução, mas é um caminho. A solução é a paz plena”, defende Elias.


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Por: Beto Marques - Jornal O Dia

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